amostra de febre

Penso uma condição na qual não me imputo viver de menos outra febre, ciente embora do fato de ser passível de situações onde só o anverso vige, quando não só o reverso.

Esta era uma das duas introduções no cabeçalho do meu primeiro blog PALIAVANA (alternava-as, sendo que na próxima postagem aqui escreverei a outra) .

De febre é feito o dia, a todo momento fazêmo-la oscilar, e assim cooptamos e aumentamos a essência do desespero, sempre ele a dar as cartas num mall, numa passagem de nível, nos degraus que nos levam aos estádios e ao zoo, nas escadas rumo aos tribunais, nas estradas de onde muitíssimos não voltam – senão lacrados -, ou sob as luzes furtivas de furtivos motéis, entre tagarelas e meratrizes em reuniões “sociais” ou “de trabalho”, e coisas que tais.

Um teor misto, mas não integralmente decifrado, corrói-nos a boca com a qual bocejamos sobre os pães secos de todas as manhãs, o café insosso de todas as noitícias…

Não estão cansadas ou cansados, não ? O suicídio é longe ? Há algum tipo de fuga ainda não tentado ? Nenhuma nova versão (psíquica) da “teresa” – a famosa corda dos presos – ainda não está disponível nem mesmo aqui nesta caixa de tolices (98%) de nome WEB ?

Muito melhor mesmo é reler trechos de Todos os Nomes, do José Saramago. Ou ler a História da Feiura, do Umberto Eco.