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O DESEJO
De forma subreptícia, as coisas, ou os objetos, nos convocam e maceram qualquer resistência de quem lhes queira frente fazer, armando-se de vozes antigas e novas: um tacape, um elmo, uma multicolorida pedrinha (muiraquitã), os cornos ou o couro de um animal, a ocra, o pó de ferro para um mural lá dentro da gruta, dos arquétipos. Um lugar sólido em sublimações, ainda que inconscientes, é o útero, a partir de onde se perpetua o único motor humano: o Desejo.
Darlan M Cunha


