DARA – monólogo sem flores

florama

florália

ah, já que nós temos que remover tantos nós e pedras do nosso caminho, que seja com os nossos próprios pés e braços, com o nosso próprio remorso, dolo e culpa, com pesar e gosto de necrotério nos lábios e fumo nos olhos, e água saindo das duas matas ciliares, quentes, fazendo-nos lembrar da breve aquitetura do choro que é a lágrima, choro de mãe, mas eu não quero ser mãe, de jeito nenhum, e não há nada mais triste do que isso

Foto e texto: Darlan M Cunha (trecho do romance DARA, ainda em andamento)