PONTA DE AREIA
(Milton Nascimento – Fernando Brant)
Ponta de areia ponto final
Da Bahia-Minas estrada natural
Que ligava Minas ao porto do mar
Caminho de ferro mandaram arrancar
Velho maquinista com seu boné
Lembra do povo alegre que vinha cortejar
Maria fumaça não canta mais
Para moças flores janelas e quintais
Na praça vazia um grito um oi
Casas esquecidas viúvas nos portais.
*****
Zé Keti
DIZ QUE FUI POR AÍ
(Zé Keti – H. Rocha))
Se alguém perguntar por mim
Diz que fui por aí
Levando um violão debaixo do braço
Em qualquer esquina eu paro
Em qualquer botequim eu entro
E se houver motivo
É mais um samba que eu faço
Se quiserem saber se volto, diga que sim
Mas só depois que a saudade se afastar de mim
Só depois que a saudade se afastar de mim
Tenho um violão pra me acompanhar
Tenho muitos amigos, eu sou popular
Tenho a madrugada como companheira.
A saudade me dói, o meu peito me rói
Eu estou na cidade, eu estou na favela
Eu estou por aí, sempre pensando nela.
***
O Bem do Mar
(Dorival Caymmi)
O pescador tem dois amor
Um bem na terra, um bem no mar
O bem de terra é aquela que fica
Na beira da praia quando a gente sai
O bem de terra é aquela que chora
Mas faz que não chora quando a gente sai
O bem do mar é o mar, é o mar
Que carrega com a gente
Pra gente pescar
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Fly Me to the Moon
Bart Howard
Fly me to the moon
And let me play amongst the stars
Let me know what spring is like
On Jupiter and Mars
In other words, hold my hand
In other words, baby kiss me
Fill my heart with song
And let me sing for ever more
You are all I long for
All I cherish and adore
In other words, please be true
In other words, I love you
Fill my heart with song
And let me sing for ever more
You are all I long for
All I cherish and adore
In other words, please be true
In other words, I love you
Romantically Yours
Marvin Gaye – 1985
FLY ME TO THE MOON
(Bart Howard – versão: Pacífico Mascarenhas)
Quero ficar entre as estrelas
Deixa-me voar
Em direção à este lugar
Dá-me tuas mãos
Vem comigo
Vem me encontrar
Nesta viagem
Leva-me pra onde
O amor exista de verdade
Onde a felicidade
Só procure por nós dois
Em outras palavras
Quero dizer
Que eu vou ficar com você
In other words
I love you
***
(Paulo César Pinheiro – Baden Powell)
É como eu falei, não ia durar
eu bem que avisei, pois é,
vai desmoronar
hoje ou amanhã, um vai se curvar
e, graças a Deus, não vou ser eu
quem vai mudar, você perdeu
e sabendo com quem eu lidei
não vou me prejudicar,
nem sofrer, nem chorar
nem vou voltar atrás
estou no meu lugar
não há razão pra se ter paz
com quem só quis rasgar o meu cartaz
e agora pra mim você não é nada mais…
Mas qualquer um pode se enganar
você foi comum, pois é, você foi vulgar
o que é que eu fui fazer
quando dispus te acompanhar
porém pra mim você morreu
você foi castigo que Deus me deu.
Não saberei jamais
se você mereceu perdão
mas eu não sou capaz
de esquecer uma ingratidão
e você foi uma a mais…
Mas qualquer um pode se enganar
você foi comum, pois é, você foi vulgar
o que é que eu fui fazer
quando dispus te acompanhar
porém pra mim você morreu
você foi castigo que Deus me deu.
E como sempre se faz
aquele abraço, adeus, e até nunca mais.
***
CADÊ VOCÊ ?
O tempo vai, o tempo vem
A vida passa, e eu sem ninguém
Cadê Você ?
Que nunca mais apareceu aqui
Que não voltou pra me fazer sorrir
Que nem ligou
Cadê você ?
Que nunca mais apareceu aqui
Que não voltou pra me fazer sorrir
Então, cadê você ?
Mas não faz mal, pois eu me calo
Tá tudo bem, eu sempre falo
Cadê você ?
Que nunca mais apareceu aqui
Que não voltou pra me fazer sorrir
Que nem ligou
Cadê você ?
***
CARROSSEL DO DESTINO
(Antônio Carlos Nóbrega – Bráulio Tavares)
Deixo os versos que escrevi,
As cantigas que cantei,
Cinco ou seis coisas que eu sei
E um milhão que eu esqueci.
Deixo este mundo daqui,
Selva com lei de cassino;
Vou renascer num menino,
Num país além do mar…
Licença, que eu vou rodar
No carrossel do destino.
Enquanto eu puder viver
Tudo o que o coração sente,
O tempo estará presente
Passando sem resistir.
Na hora que eu for partir
Para as nuvens do divino,
Que a viola seja o sino
Tocando pra me guiar…
Licença,que eu vou rodar
No carrossel do destino.
Romances e epopéias
Me pedindo pra brotar
E eu tangendo devagar
A boiada das idéias.
Sempre em busca das colméias
Onde brota o mel mais fino,
E um só verso, pequenino,
Mas que mereça ficar…
Licença,que eu vou rodar
No carrossel do Destino.
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TE RECUERDO AMANDA
(Víctor Jara)
Te recuerdo amanda
La calle mojada
Ibas corriendo a la fábrica
Donde trabajaba manuel
La sonrisa ancha, la lluvia en el pelo
No importaba nada
Es que ibas a encontrarte, con el
Con el, con el, con el, con el
Son cinco minutos, la vida es eteeerna
En cinco minutos
Suena la sirena, devuelta al trabajo
Y tu caminando lo iluminas todo
Los cinco minutos, te hacen florecer
Te recuerdo amanda
La calle mojada
Ibas corriendo a la fábrica
Donde trabajaba manuel
La sonrisa ancha, la lluvia en el pelo
No importaba nada
Es que ibas a encontrarte, con el
Con el, con el, con el, con el
Que partió a la sierra
Que nunca hizo daño y que partió a la sierra
Y en cinco minutos, quedo destrozado
Suena la sirena, de vuelta al trabajo
Muchos no volvieron, tampoco manuel
Con el, con el, con el, con el, con el,
Son cinco minutos, la vida es eterna
En cinco minutos
Suena la sirena, devuelta al trabajo
Y tu caminando, lo iluminas todo
Los cinco minutos, te hacen florecer
Canta: Mercedes Sosa
***
LAMENTO SERTANEJO
Dominguinhos / Gilberto Gil
Por ser de lá do Sertão, lá do cerrado,
do interior, do mato
da caatinga, do roçado
Eu quase não saio
Eu quase não tenho amigo
Eu quase que não consigo
ficar na cidade sem viver contrariado.
Por ser de lá, na certa, por isso mesmo
não gosto de cama mole
não sei comer sem torresmo
Eu quase não falo
Eu quase não sei de nada
Sou como rês desgarrada
Nessa multidão, boiada caminhando a esmo.
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AS APARÊNCIAS ENGANAM
Composição: Sérgio Natureza/Tunai
As aparências enganam, aos que odeiam e aos que amam
Porque o amor e o ódio se irmanam na fogueira das paixões
Os corações pegam fogo e depois não há nada que os apague
se a combustão os persegue, as labaredas e as brasas são
O alimento, o veneno e o pão, o vinho seco, a recordação
Dos tempos idos de comunhão, sonhos vividos de conviver
As aparências enganam, aos que odeiam e aos que amam
Porque o amor e o ódio se irmanam na geleira das paixões
Os corações viram gelo e, depois, não há nada que os degele
Se a neve, cobrindo a pele, vai esfriando por dentro o ser
Não há mais forma de se aquecer, não há mais tempo de se esquentar
Não há mais nada pra se fazer, senão chorar sob o cobertor
As aparências enganam, aos que gelam e aos que inflamam
Porque o fogo e o gelo se irmanam no outono das paixões
Os corações cortam lenha e, depois, se preparam pra outro inverno
Mas o verão que os unira, ainda, vive e transpira ali
Nos corpos juntos na lareira, na reticente primavera
No insistente perfume de alguma coisa chamada amor.
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A FLOR E O ESPINHO
(Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito, Alcides Caminha)
Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com a minha dor
Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a flor
Eu so errei quando juntei minh’alma a sua
O sol não pode viver perto da lua
Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com a minha dor
Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a flor
Eu só errei quando juntei minh’alma à sua
O sol não pode viver perto da lua
É no espelho que eu vejo a minha mágoa
A minha dor e os meus olhos rasos d’água
Eu na sua vida já fui uma flor
Hoje sou espinho em seu amor
Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com a minha dor
Que eu quero passar com a minha dor
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Mordaça
(Eduardo Gudin – Paulo César Pinheiro)
Tudo o que mais nos uniu separou
Tudo que tudo exigiu renegou
Da mesma forma que quis recusou
O que torna essa luta impossível e passiva
O mesmo alento que nos conduziu debandou
Tudo que tudo assumiu desandou
Tudo que se construiu desabou
O que faz invencível a ação negativa
É provável que o tempo faça a ilusão recuar
Pois tudo é instável e irregular
E de repente o furor volta
O interior todo se revolta
E faz nossa força se agigantar
Mas só se a vida fluir sem se opor
Mas só se o tempo seguir sem se impor
Mas só se for seja lá como for
O importante é que a nossa emoção sobreviva
E a felicidade amordace essa dor secular
Pois tudo no fundo é tão singular
É resistir ao inexorável
O coração fica insuperável
E pode em vida imortalizar
Entrevista:
http://www.anovademocracia.com.br/1625.htm
Trazido daqui:
http://memoriadeiguana.wordpress.com/2007/11/25/paulo-cesar-pinheiro-poeta/
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Cliff Korman interpreta Pacífico Mascarenhas O pianista americano Cliff Korman lança “Bossa Jazz” com seu quarteto e convidados, interpretando composições de Pacífico Mascarenhas. Korman absorveu os segredos da MPB, reafirmando seu domínio da linguagem brasileira, improvisando fluentemente. Brilham Juarez Moreira (guitarra) e Esdra Ferreira – Nenem (bateria). Um dos melhores cds dos últimos tempos.
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PRA VOCÊ SABER
(Autor: Pacífico Mascarenhas) – estilo Bossa-Nova Será que é hoje que irei encontrar
A maneira bem mais fácil de falar
Que eu estou apaixonado por você
E não encontro jeito de dizer
Para você do meu amor
Que de repente aconteceu ? Em letras garrafais vou escrever
O seu nome bem juntinho ao meu
Para você saber que eu amo você
Só pra você saber que eu amo você
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OLHOS FEITICEIROS
(Autor: Pacífico Mascarenhas)
Eu não sou culpado de ter enfim
Me apaixonado depressa assim
Talvez teus olhos ou o teu sorriso
Me enfeitiçaram
Perto de ti sou tão sem jeito
Não sei dizer nada direito
Não me conformo porque transformo
Quando ao teu lado
Viver francamente ocupado
Sempre pensando em ti
Só podem ter teus olhos
Me enfeitiçado
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MAIS: Pacífico Mascarenhas
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Fevereiro 25, 2008 at 11:06 am
gostaria de conhecer mais letra e midi do Pacifico Mascarenhas. %0 anos de Bossa Nova . Ele precisa ser lembrado como mineiro.
Fevereiro 25, 2008 at 1:06 pm
Aí está algo mais sobre Pacífico Mascarenhas, prezada Luiza Maria Costa.
Grato pela visita, pela sugestão… e volte sempre.
DARLAN