Ó VIDA, MARACUTAIA

SÓ PENSA NAQUILO


Gente, vocês acreditam que uma pessoa de quem gosto de especial maneira
me disse que eu só penso naquilo ?! Isso mesmo: que eu só penso naquilo.
Então, durante algum tempo, devo ter até ficado parecido com aquele pessoal
bacana lá de Minas Gerais, que tem fama de ser quietinho (mineirim-come-
quieto é o epíteto que as paulistas e cariocas, maranhenses e paraíbas dão a
essa gente especial na vida do país que é a mineirada) e coisas que tais (sei
não, acho que é lenda, mas…) ou seja, fiquei matutando, assuntando, dando
corda pra corda, pondo relógio na corda, dando cabresto pros burros e milho
na boquinha da bezerrinha imaginária, que eu não possuo (bela palavra esta:
possuo), enfim, fiquei fora do ar, meio zonzo de pinga, meio zonzo de fome,
perrengue sob o sol, tonto de pressa, sem falar em geometria ou anatomia.
Pois é. Isso colou em mim feito sarna, música boa, feito carrapicho que a gente
pega aos
montes quando pro meio do mato vai pra catar gabirobas e outras
delícias, e sei que sabem do
que digo aqui, modestamente abrindo-lhes os
meus parcos conhecimentos do matagal que a
minha vidinha tem sido, desde
antes e sempre. Um horror de boa. Um arenal só. Rola, seixo.
Eu não sei exatamente o tamanho da coisa, pois quase nada sei da estrutura
metálica ou carnal, é... o alcance de cada boca é particular, infinito particular, e
é por isso que eu não sei a dimensão certa destas palavras tão específicas que
essa pessoa me disse, assim bem solridente: Cê só pensa naquilo ?! Afe !
Gente, preciso, ur-gen-te, saber o que significa isso, devo recorrer às amigas e
(por último, meio assim sob certo constrangimento) aos amigos e, porventura,
aos desafetos mais esclarecidos. Isso porque é ponto de monja, melhor, ponto
G, melhor, ponto de honra, para mim, saber do que se trata quando alguém te
diz ou diz de ti, de longe: Só pensa naquilo. Feito está o carimbo, mas assumo.
Tá ? Tô. Maneiramente. Tá ? Tô.
Acudam-me, já, a mim, aquele que, segundo umas & outras, só pensa naquilo.
Acudam-me. Recomendações aqui mesmo nesta Página. Priz... Per favore.
Enquanto isso, vou cantando o meu mais novo sambinha brasílico-venezolano:
“Ah, meu amigo Chávez / Ah, meu amigo Chávez Brown...”
DMC
***
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Esta entrada foi postada em arte.

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