IMOS, ÍNTIMOS, DUO, AMBOS, PAR… TUDO, ENFIM, É UM, UNO

(because you never know when and how and where)

Sou mesmo atípico, aberração inominável, e assim me chamam os muitos energúmenos e os catequistas de plantão na área nobre onde sobrevive a Ilusória Permanência do Instinto, e não no indivíduo único

que eu sou, e não tu nem vós nem você aí plantando artifícios e buscando outros na rua nas assim chamadas feiras-livres e nos mercados de pulgas e baratas tontas abelhas e zangões, ou nas feiras de objetos roubados ou pedidos por empréstimo ao alheio, sim e não, as coisas

acontecem assim uma atrás da outra, acontece de estares de carraspana ou de mau humor pelo mau agouro que é veres logo de manhã alguém que tu detestas (entre as tantas), mal desces as escadas rumo aos ruminantes te aguardando para contigo acabarem com o que por sorte ou negligência ou por esquecimento tenha restado do dia anterior.

O Inominável é como me dizem, e não os maldigo a estes e àquelas, não, estou com eles, e com elas principalmente me dou e nem os ameaço, pois sou o dito cujo irremediável nojento, sujeito fuleiro, um puto, vil bagaço de cana, guimba de mata-rato, sou o escrúpulo perdido numa noite suja e fria como aquele vil sentimento de perdas e danos que é o amor.

Porém, também sou teimoso. Se o amor existe, irei com ele ter um papinho. E o que sei e digo é que só após comer 60 quilos de sal com alguém, é que se pode dizer que se conhece est alguém um pouquinho. Só depois.

***

imagem: Christopher Conte – 03

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