“Por la blanda arena que lame el mar / su pequeña huella no vuelve mas / Un sendero solo de pena y silencio llegó / hasta la espuma”

DE SE RECORRER AO PEITO

Após algum tempo, ouvi uma das minhas canções preferidas, que vem comigo desde a nossa primeira vez, e uma sensação muito boa veio-me, embora desnecessário pareça-me dizer o já dito logo nas primeiras palavras deste texto. Além disso, chamou-me a atenção o fato de que a noção ou a lembrança primeira que tive, logo nos primeiros acordes, foi a de como era ouvir música em long-plays: levantar-se a cada 20 ou 25 minutos, para virar o disco e, com isso, parte de sua concentração ia embora. Caramba ! Foi ontem esta eternidade.

A canção é a comovente Alfonsina y el Mar (Ariel Ramírez y Félix Luna), na gravação original de Mercedes Sosa – uma canção que fala da muito querida poetisa modernista argentina Alfonsina Storni (1892-1938), suicida – para quem o povo argentino ergueu monumento na praia La Perla, Mar del Plata.

Para o meu desespero ainda maior, para um fiança cada vez mais feroz com a Loucura, toco e canto esta linda canção, às vezes.

DMC
*****
Foto: Letralia.com

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Esta entrada foi postada em arte.

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