Destrava destes ombros
o que o entorno mede
como irrealízável…

ASSENTA


Assenta no colo do pensamento um eco
qualquer que anuvie a noção tempo-espaço,
enrosca os membros nalguma
ternura, amarra com os teus cabelos
este peito e, com as unhas,
desenha nas minhas costas pedido de socorro
– melhor que não, vamos

viver muito ainda entre cebolas
e lágrimas, laranjas e passeios mais distantes
do que a galáxia e a filosofia.

Vamos, dá-me um pouco que seja desta água
da qual só tu não perdeste a nascente.

DMC
*****
foto: Helena Aragão

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Esta entrada foi postada em arte.

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