UM DESASTRE APÓS OUTRO

ONE DISASTER AFTER ANOTHER

Antes que novas sombras apareçam, a dança dos reptos sobre o piso instável das águas aviva-se já em cada canto, toda esquina. A gente quer e precisa descansar de algo, de tudo, mas não consegue porque há muitos membros a nos chamar, reflexões a datar-nos e a indatar-nos, meandros solícitos e barulhos mais e/ou menos poéticos. Há, sim, muita sobra no entorno, linha sempre pouca para o que o condutor do trem deseja.

Há um furo na rocha dos namorados e uma montanha saindo do mar neste instante há o consumo doentio de minúcias inúteis (estás sob e entre elas), e assim parece que só resta esquentar a comida e comer, ou, nas palavras da cantora, “descansar sem descanso” ou, como diz o refrão popular, “enquanto descansa, carrega pedras.”

Parece-me cansado o Mundo, um rarefeito ar o condena a estertores crescentes.

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Imagem: do trailer disponibilizado na Internet, do filme BLINDNESS, de Fernando Meireles, baseado no livro Ensaio Sobre A Cegueira, de José Saramago. AQUI.

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