bolhas (o riso precisa de ar)

fazenda vale verde - betim, mg, brasil

Fazenda Vale Verde – Betim, MG, Brasil

“Para os bichos e os rios, nascer já é caminhar.”
(João Cabral de Mello Neto. O rio)

Entre o algodão e o silêncio a gente se enche de incógnitas, ruas e avenidas dentro da gente, campos com e sem flores, que entre o algodoal e cristais da mais fina estampa é certo que pode haver mistérios, labirintos sempre acolhedores, e a gente se vê sempre em busca de outras dosagens, outras derrapagens no riso, ainda que com cisco nos olhos, eis a água, o rio é mesmo assim, mas não sempre assim sereno, que ele tem vontade própria, mesmo que pretensamente domado, ele sabe como inundar de pavor os povos, e a sua falta é fatal, então, eis o rio do qual já se disse – de todos eles – ser um cão sem plumas, ora, mas eis que há os rios pavão, rio verde, rio claro, rio novo, que o rio é múltiplo por ser água.

Foto e texto: Darlan M Cunha

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