Do carro de boi à partícula de deus

bico de pena: Percy Lau (1903-72)

bico de pena: Percy Lau (1903-72)

De lugar em lugar vai o sarcasmo, dizendo que costuma voltar atrás, não tendo compromisso com o erro, que assim é que se deve, por menos penoso, já que até o sossego é taxado, pagando por suas conjecturas mais vadias, por suas taras mais sadias. Vida de água é lamber pedras, atravessar bichos, ouvir sanchos y quijotes.

Depois da sátira, costuma ficar quieto na vastidão do seu entendimento para com a vida, melhor, diante do seu quase total desentendimento para com o que se faz da vida em geral, e quase nada o tira do sério, após a sátira do dia, ou mais, todas elas temidas mas benvindas. Claro estigma.

Longe da acidez da grande cidade, pregada nas paredes brancas do bar e no teto azul da praça, vem a canção dizendo que vontade eu tenho de partir // num carro de boi ir por aí.

Crônica: Darlan M Cunha

AQUI: imagens da arte de Percy Lau

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