Dos múltiplos caminhos até o cansaço

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Ela estava assim feito uma sombra amarrada numa esquina, ou à espreita nalgum trevo, porque a gente sempre está nalgum lugar, mesmo não estando em lugar nenhum, e isso acontece porque sempre há alguém com o pensamento ocupado com a gente, o que é incômodo para muitos. Sim, feito um animal empacado, igual a um passarinho aturdido com o barulho, ela fincou pé de tal forma num pedaço da aldeia, que já ninguém lhe prestava atenção, o que veio corroborar a certeza de que só é bom o que é novidade. O amor se cansa de quê, de quem ? por quê?

Texto: Darlan M Cunha

Imagem: Cultura no prato (sobre a 31 Bienal de São Paulo)

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