Nothing

O povão endoidou em frente aqui do Barraco - 29/11/2014, BHte, MG

     Em londres – uma monstrópole aborrecida de um povo nativo beirando o desprezível, avarento, segundo muitos – estive rápidamente com uma pessoa de dentes enormes, algo de muar havendo neles, sim, mas brancos que nem a islândia nos seus piores dias de frio. Fiquei de fato admirado que os ingleses, tipos bem práticos nesse tipo de assunto, não o tivessem convidado para um circo diferenciado, ou para a tevê, o que é tudo a mesma coisa, se não para alguma propaganda na internet, ou coisa que o valha. Fiquei também admirado com a cultura geral e com a polidez dele, quando, entre outros assuntos, lhe perguntei, na cafeteria na qual estávamos, com frio e chuva miseráveis lá fora, de qual país ou região ele era natural. A isso ele me respondeu, sem nenhum toque ou retoque de piada, que era de todos os lugares, mas viera mesmo fora do quênia, e que isso já fazia um certo tempo, segundo as palavras dele, rindo discretamente, sorvendo café do brasil ou da colômbia. Bebi o café colombiano juan valdez, pelo qual paguei pequena fortuna, quase desequilibrando ainda mais minhas penhoras. Mas essa é outra história. O rapaz, de uns trinta anos, revelou que seus países preferidos, mesmo que não soubesse ao certo a razão disso, eram as ilhas fiji, o chile, a rússia, moçambique, e a china. Mas lá estava ele, numa terra de filhos e filhas de bucaneiros. Seu nome me foi confidenciado – Nothing. Belo, estranho nome.

Foto e texto: DMC

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s