escape

flerte com o suicídio

 flerte com o suicídio – ou – olhai os delírios do campo

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     O início e o fim de uma conversa podem ser bem diferentes, que o peso de seu ventos ou a direção de suas falas podem variar, fazendo vítimas todos os dias, e a isso dá-se o nome de estresse, ansiedade, deslocamento social, inadequação a certas leis. A praia está no imaginário – somos água. O cigarro a bebida os estupefacientes os soníferos as zagaias da loucura vieram já no primeiro dia, ou seja, antes de descermos das árvores. Depois, as coisas desandaram de vez.

     O homem tudo prova e traga, e foi assim que, primitivo, passou as mãos numa planta qualquer, cheirou e logo intuiu que ela lhe poderia ser útil. Foi assim. Certas tribos brasileiras bebem cauím em suas festas. O mundo está submetido cada vez mais à feitora de desequilíbrios, à mãe-pressa (toda Era é moderna, mesmo que não comparada a outras). O estresse ama exageros, é o que facilmente se comprova, pois o homem é sinônimo de desregramento, tira a vontade do outro, não raro, mata na raiz um intento que venha de longe, dá sombra às suas melhores ganâncias, vicia o tabuleiro de damas e o de xadrez. De vez em quando grita, convoca festas, vulválvulas de escape.

     Se fumaça e neblina são sinônimos de devaneio, há fumaça e neblina nos livros ? Olhai os delírios do campo.

Texto: Darlan M Cunha

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