pequena história das mãos

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     Se as mãos se estendem, lassas e sem imbróglio nenhum, nem sempre se mostram a gosto ou capazes de serem entendidas por quem as vê assim com a calma em suas palmas, que é mesmo assim a sina de se viver entre iguais, entre humanos demasiado humanos. As mãos, tal como nós as conhecemos e usamos, demoraram mais tempo até terem a mesma utilidade prática como, por exemplo, a dos olhos que evoluíram para se protegerem, para detectar oportunidades, praticar surpresas e maldades. Sim, o olhar mudou de foco muitas vezes, aprimorando-se, pois é preciso estar atento e forte.

     Depois que descemos das árvores, isso já tem alguns milhares de anos, nossas mãos começaram a se desenvolver num ritmo diferente, os toques foram aprimorando-se, aprendemos a segurar com mais precisão os objetos ou as coisas – uma pedra, uma tora, ou beber água com o bojo das mãos, como se as mãos juntas fossem um vaso ou copo.

     As mãos, não só os pés e a vontade férrea, fizeram o mundo. Há quem, como eu, gostaria de ter escrito a história monumental da Rota da Seda, ou a da Muralha da China. Ir à lua já perdeu a graça.

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Texto e foto: Darlan M Cunha

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