mirante

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Santa Bárbara, MG – Brasil (Casa do Mirante, bicentenária, na qual morei alguns anos)

     De vez em quando a memória nos confunde, ou foge de todo, ou nos induz a erros que nos podem custar alguns dividendos poupados com muita dedicação ao longo de toda a vida. Lembro-me aqui e agora, sem me preocupar porque me lembrei disso neste pequeno texto, que Carl Gustav Jung achava que de certa forma somos todos uns fracassados, uns tristes, por não termos vivido a vida que deveras queríamos. Bom, dito isso, digo que, às vezes, ficamos sem um centavo de memória, debaixo de outras situações, pois o mundo é túnel e leque. Há quem foge da infância como deus foge do diabo, e o diabo foge da cruz. Eu não tenho esta infelicidade. Nesta mansão aí acima, eu e o diabo inventamos.

Texto: Darlan M Cunha     //     Foto: Demósthenes Silva

*****

Chamemos o nosso homem, o herói da história, de Amargo. Imaginamos um homem e, para ele, um nome. Ou, ao contrário: imaginamos o nome e, para ele, o homem. Embora isso tudo seja secundário, pois o nosso homem, o herói da história, chama-se, na realidade, Amargo

Imre Kertész, húngaro, Prêmio Nobel de Literatura 2002. Liquidação, p. 9

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4 comentários em “mirante

  1. […] via mirante — uaíma […]

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  2. uaíma disse:

    É isso aí, gente boa.
    Grato.

    Darlan

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  3. Demosthenes Silva disse:

    Bem fantástico….

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  4. uaíma disse:

    Obrigado pela visita, Demósthenes.
    Em frente, que atrás vem gente.

    BOA TERÇA.

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