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delírio caseiro

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     Em verdade vos digo que o filho do trigo é tão antigo quanto a nossa fome, curiosidade e engenho. Chegou e ficou como tendo sido a primeira necessidade diária daquilo que hoje se conhece como produção em massa. Há coisas quase inacreditáveis, por exemplo, o fabrico de pão artesanal na Armênia: abre-se um buraco no meio da massa de cada pão ou de biscoito (se parecem com grandes biscoitos de polvilho, ou com mantas retangulares ou redondas), e tudo é “colado” no forno caseiro, cujo fundo está cheio de brasas vivas, um forno que não é mais que um buraco aberto no chão, em cuja parede bem aquecida se “gruda” cada uma daquelas belezas redondas que chamamos de pão sírio, pão árabe, etc, técnicas que vão passando de geração em geração, de um povo para outro, e assim é que as técnicas antigas ainda resistem aqui e acolá, embora não haja porque dispensar fogões modernos, fornos, micro-ondas, etc.

     Em verdade vos digo que a sede e a fome fazem o Homem procurar, e descobrir. Em data recente, li o livro PÃO – ARTE e CIÊNCIA, de Sandra Canella-Rawls, onde recolhi dicas, sem falar no prazer de ter em mente que o pão é sagrado, como o amor – como está na canção Amor de índio, do Beto Guedes e Ronaldo Bastos: “Sim, todo amor é sagrado / e o fruto do trabalho é mais que sagrado, meu amor…”

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Foto, feitura das roscas e texto: Darlan M Cunha

Visite o MUSEU DO PÃO (Ilópolis, RS, Brasil)

Visite o MUSEU do PÃO (Seia, Portugal)

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