cartas

cartas

bairro Fernão Dias, Belo Horizonte

*

     É preciso sempre livrar-se de algo, pelo peso ou pelo incômodo de sua permanência dentro da gente, e é por isso que a catarse existe, que o esporte e o jogo existem. Dizem que o amor existe para corrigir a solidão, que somos feitos para o coletivo. No entanto, como se sabe muito bem, o sonho do amor pode se transformar em pesadelo, em águas revoltas e sujas, pelo que parece já não haver caminho para quem sofre tal experiência, parece que os trevos desapareceram, não há luz no fim do túnel. Ora, quando não se vê saída nenhuma, após dialogar consigo mesmo/a, o terror interior se apresenta, e as consequências são de fogo.

     Aos domingos os amigos jogam cartas, entre pilhérias e notícias fortuitas. A semana morrerá ali, parte de todos os suores necessários para sobreviverem a ela ficarão por ali mesmo, entre os naipes de ases, reis, damas e valetes. Eis o coringa, decisivo. Não, quem decide sobre o próprio dia, a própria vida, é o jogador que todos nós somos.

Foto e texto: Darlan M Cunha

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s