Diário com sombras dentro

20150416-oficial-turco-exibindo-um-pao-para-provocar-criancas-armenias-famintas-1915

Oficial turco exibindo um pão para provocar crianças armênias famintas – ano de 1915.

(Diante disso, é preciso muito equilíbrio para não chorar, não cuspir fogo, como o dragão chinês, não cuspir marimbondos, não sofrer pesadelos até o fim da vida. No entanto, ainda vemos filmes assim, todos os dias, mundo afora.)

*

     Para entrar no inferno é preciso estar de bem com o diabo. Mudando de assunto, ontem, na banca de verduras e legumes sem agrotóxicos, avalizada pela prefeitura de BHte a vender seus produtos uma vez por semana aqui no bairro, falou-se que “as coisas, no mundo todo, nunca entrarão nos eixos, isso porque onde tem gente tem distúrbio, há dissabores a partir de linguagens diferentes e até mesmo mortalmente antagônicas, sim, é verdade que o mundo é grande, mas a estupidez é maior, e cresce de modo geométrico. Bom… agora lhes peço licença, meus caros e amadas, vou à acunputura auricular, porque não estou ouvindo bem, e, além disso, a cegueira avança- disse, e se foi da gloriosa banca de legumes e verduras sem agrotóxicos.) Para entrar no inferno é preciso estar de bem com o diabo.

*

Foto trazida do blog Foto na História, blog de Luciano Urpia.

Texto: Darlan M Cunha

Visite: POEMHUNTER

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5 comentários em “Diário com sombras dentro

  1. […] via Meu Diário com sombras dentro — uaíma […]

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  2. aparecidadias disse:

    O inferno, meu amigo está sempre de portas abertas e é tão fácil ficar de bem com o diabo… Difícil é estar de bem com o próximo e pensar no bem comum.
    Um abraço.

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  3. biloka disse:

    Amigo, estive na Armênia e visitei o Museu do Genocídio. Tenho várias fotos no meu blog. O que mais me impressionou foi ver que os Otomanos, depois de estuprarem meninas de 12, 13 anos, ainda eram tão desumanos que literalmente colocavam as espadas nas vaginas das meninas e empurravam até sair pela garganta. Nunca tinha visto tanta maldade, e não em tempos remotos.

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  4. uaíma disse:

    Biloka, Amiga, lembro-me de Dostoiévski, com esta frase pavorosa: “Todos nós somos culpados de tudo.”

    Aquele abraço. A casa é sua.
    Darlan

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