memória & atualidade

Soldado

Exército 1970: feijoada, arroz a grega, frutas e doces brasileiros; depois disso, arrastar canhões morro acima, com a famosa Companhia de Canhões Anticarro, CCAC.

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      Amanhã será o dia comemorativo da independência (Todo mineiro é conspirador – está num dos meus livros). Entre uma lembrança e outra, uma foto e outra, peguei essa foto aí acima, feita no acampamento à esquerda da rodovia ligando BH-Rio, e vice-versa, a mais ou menos uns 30 kms de Bêagá (e o sargento Alves mandando “pagar 100 flexões”).

      Ainda hoje mantenho contato com alguns ‘sobreviventes’, não só da dureza e da beleza de servir no Exército, bem como da dureza implacável em que se tornou o cotidiano, essa modernidade cada vez mais sem ar, toda dependente de telas, mas é incapaz de dar sequer bom-dia a um vizinho. Embora alguns destes colegas tenham falecido, outros tenham se mudado, e outros tenham voltado ao seu lugar de origem, ainda estão por aqui uns três ou quatro da minha companhia CCAC, os quais reencontro, de vez em quando, e colocamos a conversa em dia, bem regada com música, risos, caipirinha e petiscos. Sofrer é nada.

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Foto: fotógrafo exclusivo credenciado pelo Exército

Texto: Darlan M Cunha

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