babel moderna – 1

cemiterio-sabara

cemitério // graveyard – Sabará, MG, Brasil

FRASES EM LIVROS:

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  1. Aos dezesseis anos matei meu professor de Lógica.

A lua vem da Ásia. Campos de Carvalho (Uberaba, MG – 1916 / 98)

 

  1. Andam nuus sem neñhuma cubertura, nem estiman nhuña coussa cobrir nem mostrar suas vergonhas, e estam açerqua disso com tamta jnocemçia como teem em mostrar orrostro.

A carta de Pero Vaz de Caminha (Porto – 1450 / 1500)

 

  1. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não, Deus esteja.

Grande sertão: veredas. João Guimarães Rosa (Cordisburgo, MG – 1908 / 67)

 

  1. É preciso recomeçar tudo, em outros termos, ou nos mesmos termos, ordenados de outro modo.

     O Inominável. Samuel Beckett. (prêmio Nobel. Irlanda – 1906 / 89)

 

  1. Como uma via intermediária, procuro entrar e permanecer no reino da pergunta – ou de uma explicação que não explica nunca.

Ó. Nuno Ramos (São Paulo – 1960 / )

 

  1. 6. – Maldita semi-noite, costumava dizer baixinho Serdespanto, tropeçando nas coisas duras que ela, a sonsa, sempre espalha à frente dos caminhos dos homens para nos despertar, com quedas, do sonho de estar vivo.

Ó Serdespanto. Vicente Franz Cecim (Belém, PA – 1946 / )

 

  1. Um grito atravessa o céu. Isso já aconteceu antes, mas nada que se compare com esta vez.

O Arco Íris da Gravidade. Thomas Pinchon (EUA, 1937 – )

 

  1. A verdadeira guerra é uma comemoração de mercados. Mercados Orgânicos, que os profissionais têm o cuidado de rotular de  “negros”, surgem por toda a parte. Libras esterlinas, marcos, ações continuam a circular, solenes como num balé clássico , em suas anti sépticas câmaras de mármore. Mas aqui embaixo , no meio do povo , surgem moedas mais verdadeiras. Assim os judeus são negociáveis. Exatamente como cigarros, bocetas e barras de chocolate .  ( … )

O Arco Íris da Gravidade. Thomas Pynchon (EUA, 1937 – )

 

  1. Sempre é necessário saber aquilo que nos separa e aquilo que nos une. O que nos separa é muito e muito.

Ensaios de interpretação dostoievskiana. A cinza do purgatório. Otto Maria Carpeaux (Viena, Rio de Janeiro, 1900 / 78)

 

foto: Darlan M Cunha

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