enteus & ateus – 2

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Fluxos orientais, gerais (desde quando aprendemos a domesticar ?)

***

     Meu nome é Kaldi, sou homem modesto, que a nada mais aspira do que ver meu rebanho bem sadio, e a bem servir ao senhor, melhor digo, senhora – a água, tão escassa neste areal imenso. Água é lei severa, é trunfo, butim de guerra.

     Meu nome é Kaldi, e já faz um bom tempo, mais de mil anos, que o mundo diz que fui o primeiro a me espantar, no século nove D.C., com a vivacidade do meu rebanho de cabras, aqui na Abissínia, que hoje se chama Etiópia, ao perceber seu gosto por uma planta de nome café, cujo origem está na localidade de Kaffa – mas o nome café foi espalhado pelos da Arábia (Coffee arabica), e vem do nome árabe para o vinho: kahwa.

     Bons goles, ó filhos e filhas dos computadores. Vocês foram mais longe, ao aprender a domesticar, selvagizar, escravizar homens. Pensando bem, isto é antigo, muito antigo, é de antes do meu tempo, de todos os tempos – genético. Mas, se mudarem este GENE, o da posse, tudo estará acabado, fadado ao mesmismo. Será ? Tudo é antigo, apenas ‘reciclado e renomeado’, de modo que os bites sempre estiveram por aí, zanzando.

***

Texto: Darlan M Cunha

Foto: MJMC  //  Nancy

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2 comentários em “enteus & ateus – 2

  1. Chronosfer disse:

    Você tem que reunir esses textos em um livro. São essenciais em todos os sentidos. Abraço, Darlan.

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  2. uaíma disse:

    Ah, meu amigo

    é isso aí. Está anotado. Muito obrigado.

    Darlan

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