De manequins, robôs, títeres e zumbis

manequins

nós (s)em nós

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     E lá vamos nós, todos juntos, cada qual com sua visão, becos, deslizes, mutismo, o risco nos cantos da boca sempre fechada ao bom entendimento, yes, lá vamos nós, dando a César o que é das cesarianas, há alguém entalado na entrada da caverna (o celular caiu no abismo. E agora, Mané ? E agora, Geni ?), cá estamos, que por vós não esperamos na trilha batida por monos e por carvoeiros, o caminho para Santiago está batido demais, todos vão pedir salvação, mas não há salvação, a saída está entupida, eis o galo cantando a nossa desilusão; eis a palpitação aumentando seu ritmo, que o funil somos nós – boa gente apta a morder e a roer os fios de sustentação, ora, deixemos de lado as diferenças, por ora, vamos nadar pelados, vamos à feira de rua, lá tem muito o que ver, tem bálsamo para as feridas, frutas e frituras, doces do esquecimento, queijos para cristão nenhum fazer cara feia, defeitos todos os temos, oui monsieur, pardon, mademoiselle, quem reage a uma pisada no pé é porque está vivo, agradeça por isso. Olha, o amanhã só chegará amanhã, portanto, vivamos o hoje, ainda que como robôs, manequins, sósias, títeres ou zumbis. O mundo é grande, é pequeno.

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Imagem: internet     :::     Crônica: Darlan M Cunha

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