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gerenciar a própria vida

     Estou de mudança, mas não para Pasárgada, ou NYC. Talvez eu reveja o convite para Brasília, pois, se quero mudar de ar, todas as possibilidades devem ser avaliadas. Dizem que na terra brasiliense ainda há sombra e água fresca suficientes para novos peregrinos e aventureiros, e até para gente de bem, embora que para entrar no redemoinho seja preciso muito jogo de cintura – sambra frevo maxixe xaxado bolero guarânia chamamé carimbó xote bugio bossa-nova galope-a-beira-mar chorinho…

    Mas o melhor é esquecer a cidade da catedral dos dedos de concreto, ir em surdina pela madrugada, inciente de tudo=ciente de nada, ou seja, às cidades invisíveis, montado num cavalinho de platiplanto, platero e eu, mas é certo que não irei para compostela, fátima ou para a canudos atual, e nem para aparecida.

     Enfim, aonde ir, nesse tempo de arritmias ? Nunca li Une saison en enfer. Para quê, se atuam junto a mim e a ti os braços do inferno social de hoje e de sempre ? Ontem, achei moeda de cinquenta centavos na Rua Bonfim, ao lado do cemistério de mesmo nome. Bons auspícios para a mudança. Irei.

*****

Foto e texto: Darlan M Cunha

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2 comentários em “ir

  1. […] via ir — uaíma […]

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  2. uaíma disse:

    Muito obrigado.
    Darlan

    Curtir

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