Os Inconfidentes / As Noites / Os Alergologistas

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A Devassa da Devassa:* O Riso (Quem ri primeiro…)

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@1.

     Como não é de praxe perguntar o indevido, pergunto: quando teremos todos nós 21 dedos, para talvez melhor darmo-nos conta do alheio ? 21 é um jogo de baralho ? Ó, 21 é feriado nacional originado na inquieta Minas, onde um punhado de pessoas sigilosas, de profissões e interesses muito diversificados, se reuniram para o grande avanço, tentando um basta à gula da Coroa, pois o mundo sempre teve gente dinâmica ou utópica assim, taciturna, revoltada, algo ciente de seus deméritos e inflexões, quanto das armaduras, de sua visão quiçá social, e assim é que, como diz a canção Coração tranquilo: Tudo é uma questão de manter a espinha ereta.*

@2.

     E a noite não rompe as horas, quase morta, estagnada, é algo assim como um burro empacado diante de um mata-burro. Sofres tua insônia de modo diverso de quem sofre sua clarividência, ou demência, enfim, todos querendo diálogo com o sossego.

@3.

Falando em alergia… pólen. Conheço uma menina que, pelo método seguido pelos pais, come flores diariamente, embora não só de flores viva o Homem. Lembra.

@4.

“Todo mineiro é conspirador”, publiquei em livro.

 

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Imagem: Internet: 1 7zZuP84TRa-5TjIuPrTbEg.jpeg

Texto: Darlan M Cunha

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estrados e estradas

RECOLOCANDO 3

 

     Todos os dias nós mudamos algo, sintonizamos de outra forma algum objetivo, muito embora continuemos básicamente os mesmos, com as mesmas nuanças, a mesma índole selvática ou apaziguadora. É de se rever a trajetória da humanidade, a qual nos dá muito bem a medida, nos mostra que muitas vezes muitos caminhos foram retornados, muitas opiniões ou conceitos bem fundamentados, mas errôneos em sua base, foram deixados de lado, ou não; enfim, muitos retornos foram e ainda são o prato do dia, e não sei por que cargas d’água pensei agora em calça boca de sino, topete pega rapaz, nas anquinhas, nos pés enfaixados à força das japonesas, durante centenas de anos, para agradar amos, mas pensei sobretudo no ainda moderno Código de Hamurabi, escrito pelo rei Hamurabi, da Mesopotâmia, nos idos de 1772 a.C.

     Uma epígrafe minha está nos meus livros e numa página minha na internet: O mesmo de ontem: mas, diferente. Assim, já que ir é o melhor remédio, vamos então de estrados e estradas.

 

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Foto e texto: Darlan M Cunha

Visite PALIAVANA4: https://paliavana4.blogspot.com

aparências

LIYUAN Library - China

A moderna biblioteca da aldeia de Liyuan, CHINA

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     Dizem que quem fala sozinho está abraçado por doença, e que o que sai deste conversar consigo mesmo, deste monólogo, é alguma reclamação contra algo ou alguém, frustração transferida, a parte final do funil.

     Às vezes, acho que sou do tempo em que se roubava as botas dos soldados moribundos ou mortos, tempo de, até mesmo quando adultos e casados, de se pedir a benção à mãe, de se escovar os dentes com o dedo indicador, de amarrar guizos no rabo de cães e gatos (nos gatos era temerrário fazê-lo, pois os danados são ferozes, felinos), tempo de mãos dadas pelo caminho, de se encantar com os pirilampos, e tentar pegar uma daquelas lanternas.

     Hoje é sexta ? Dia de feira, de eira sem beira, de nascer e morrer, de passar no concurso, de ler ao mesmo tempo dois livros – um livro com cada olho; dia de ouvir aquela música, de se lembrar dos amigos e amigas que se foram, nada demais, tudo igual, mas o domingo pedirá cachimbo, e massa.

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foto e texto: Darlan M Cunha

Biblioteca de LIYUAN – CHINA: http://www.notesontheroad.com/Li-Xiaodong-Atelier-Liyuan-Library.html