mesas

aprender

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Os dados soltos na mesa verde, o vertedouro

está aberto: façam jogo, suas apostas estarão

garantidas e serão ressarcidas de acordo

com o protocolo da Casa, pondo no claro os dedos

escondidos nas mangas, pois há sempre uma carta

um extra deve haver na retaguarda de alguém prevenido

ciente de que a vida é cheia de muros e névoas.

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Darlan M Cunha: foto e poema

repouso

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Eis a cama cotidiária, o rosto da sobrevivência, parte da anatomia do Sistema, solvente, soluto e solução digna, Ecce homo // Eis o Homem na sua masmorra, o carnaval sadio de todo santo dia, de todo dia pagão, via de volta, lépido ou febril, eis o leite das crianças, a história da beleza & outras estórias, é com essa que eu vou andar até cair no chão, é com essa que eu vou desabafar com a minha mão, sim, parodiando a bela canção, eis o inigualável senso de humor do povo brasileiro, qualidade que eu tenho na mais alta estima, pois é de fato nossa marca registrada e intransferível, eis o pão à mesa, dez entre dez brasileiros preferem feijão, é o que nos diz outra canção.

Eis a cama, sua madeira, seus ferros e o elástico de suas rodas sobre as quais as viagens cotidiávidas são feitas, eis os dentes cariados, a cabeça em dia com o fósforo apto a incêndio, se necessário for. O amor é lindo, o Povo diz.

Consta que nos tempos antigos, antigos assim de nem precisar voltarmos à Idade Média, ao Renascimento, ao tempo Barroco, ou durante a Grande Peste que arrasou Londres e a Europa,1665/66, Peste Bubônica, os mortos eram carregados aos milhares nas mesmas carroças das feiras, chiqueiros, construções. Pouco tem mudado, parece, muito embora a bela e necessária Techno. Eis O COMA PLANETÁRIO nas ruas.

Não, nada de desrespeito, aqui não, violão. Vamos que vamos. Eis a carroça CACILDINHA levando sempre sacas de verduras e legumes, sacos de cimento ou de areia, tijolos, ferros, aparelhos elétricos já vencidos em seu tempo de serviço, e no quintal está o burrinho ARGÍLIO II, bem deitado debaixo da mangueira, está de folga, mastigou seu capim e sua ração, está arraçoado, e agora está filosofando, arguto e satírico que ele é, damo-nos muito bem, melhor do que muito casal, embora o amor seja lindo… hehe, rir é humano, mas é das hienas também.

Nesse tipo de trabalho a pessoa não pode nem pensar em gripe, sim, uma humilde gripe com cefaleia, dores musculares, da apatia, perda de apetite e até de sono, e não uma pneumonia, uma febre terçã ou quartã, ou uma tuberculose, não, isso porque é Você de um lado (para a sua família), e deus e o diabo do outro lado, ambos contra Você – mais Aquele do que Este -, é algo assim como no belo jogo de tênis: o Diabo de um lado, e Satanás do outro.

Darlan M Cunha: foto e texto

humano: road / camino

UMA LONGA E SINUOSA ESTRADA DE ENCONTROS & DESENCONTROS: Homo sapiens sapiens // A LONG AND WINDING ROAD OF MEETINGS AND MISSED MEETINGS: Homo sapiens sapiens

Para TODOS E PARA NINGUÉM // FOR EVERYONE AND FOR ONE // FÜR ALLE UND FÜR KEINEN (Zarathustra), FRIEDRICH W. NIETZSCHE

Para SEBASTIAN ITURRALDE: https://relatocorto.com

Para CRISTILEINE LEÃO: https://depressaocompoesia.com

Para HANG FERRERO: https://opontoafinal.wordpress.com

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O filósofo alemão Friedrich W. Nietzsche (1844-1900) dedicou seu grande livro ASSIM FALOU ZARATUSTRA, com estas palavras, as quais, sem mais e sem menos, lembrei-me agora, fim de madrugada: Um livro para todos e para ninguém. Mas não vim tecer comentário sobre este livro “da pesada”. Ontem, no Mercado Central, sempre com boas surpresas, muita luta e também muito riso, ouvimos alguém dizer algo acerca dos milhões de afetados em todo o planeta – mortos e contagiados -, uma frase terrível: Vai ficar difícil: se a negligência mundial continuar, não haverá quem contará os mortos.” E mais não se diga. Abraçamo-nos, e a cerveja ficou esquentando, o café brasileiro ficou esfriando.

The German philosopher Friedrich W. Nietzsche (1844-1900) dedicated his great book AS ZARATUSTRA SPEAKED, with these words, which, without more or less, I remembered now, late in the morning: A book for everyone and for no one. But I did not come to comment on this “heavy” book. Yesterday, in the Central Market, always with good surprises, a lot of struggle and also a lot of laughter, we heard someone say something about the millions of people affected all over the planet – dead and infected – a terrible sentence: “It’s going to get difficult: if the worldwide negligence continues, there will be no one to count the dead.” And say no more. We hugged, and the beer kept getting warm, the Brazilian coffee kept getting cold.

El filósofo alemán Friedrich W. Nietzsche (1844-1900) dedicó su gran libro, COMO HABLÓ ZARATUSTRA, con estas palabras, que, sin más ni más, recordaba ahora, a última hora de la mañana: Un libro para todos y para nadie. Pero no he venido a comentar este libro “pesado”. Ayer, en el Mercado Central, siempre con buenas sorpresas, mucha lucha y también muchas risas, oímos a alguien decir algo sobre los millones de afectados en todo el planeta -muertos e infectados-, una frase terrible: “Se pondrá difícil: si la negligencia mundial continúa, no habrá nadie para contar los muertos“. Y no digas más. Nos abrazamos, y la cerveza se fue calentando, el café brasileño se fue enfriando.

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Darlan M Cunha: foto e texto

(apoio nas traduções de DeepL.com) Alemanha / Deutschland / Germany / Alemania

invasão

Zé Lu Iº

O dileto amigo aí acima, Zé Lu 1º, amado pela molecada do bairro, tem o bom hábito da prosa, de conversar, assim como eu, que tenho a sua amizade, e por isso ficamos de bons papos e boas gargalhadas (qualquer semelhança com o famoso livrinho PLATERO Y YO // PLATERO E EU, do espanhol prêmio Nobel de Literatura, Juan Ramon Jiménez, é pura casualidade, e também um ponto honroso, sendo que Platero é um burrinho famoso, sabedor das coisas). Acontece que o nosso amigo sabe ler e escrever, mas não lê nada humano, pois o nosso papo é alto e profundo demais para os tais Homo sapiens sapiens, por isso não prestamos ATENÇÃO à PLACA na propriedade a qual de vez em quando a gente passa o dia, mastigando palavras, digerindo conceitos e capim meloso, por isso, que o proprietário ou a proprietária nos perdoe total, porque somos assim mesmo, contestadores e, bons mineiros que somos, somos irremediavelmente conspiradores. Marca registrada do nosso psiquismo.

Darlan M Cunha: foto e texto

ângulos

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56 LIVROS QUE NÃO PUDE EVITAR

  1. Dom Quixote de La Mancha (M.C. Saavedra)
  2. Ó Serdespanto (V.F. Cecim)
  3. Grande Sertão: Veredas (J.G. Rosa)
  4. Sakuntala (Kalidasa)
  5. O Livro dos Mortos dos Maias
  6. Obras Póstumas de Brás Cubas (J.M.M. de Assis)
  7. Lavoura arcaica (R. Nassar)
  8. Um copo de cólera (R. Nassar)
  9. Viva o Povo Brasileiro (J. U. Ribeiro)
  10. O rio (J.C.M. Neto)
  11. O Alef (J.L. Borges)
  12. Cuando ya no importe (J.C. Onetti)
  13. Pedra do Sol (O. Paz)
  14. Os Homens Ocos (T.S. Eliot)
  15. O Inominável (S. Beckett)
  16. O pássaro pintado (J. Kosinski)
  17. Tipos Psicológicos (C.G. Jung)
  18. História da Beleza // História da Feiura (U. Eco)
  19. O Código de Hammurabi (Hammurabi, Rei da Mesopotâmia)
  20. Poderes terrenos (Anthony Burgess)
  21. Memorial do Convento (J. Saramago)
  22. O Evangelho segundo Jesus Cristo (J. Saramago)
  23. Satanás diz (S. Olds)
  24. A astúcia da mímese (J.G. Merquior)
  25. Sentimento do Mundo (C.D. de Andrade)
  26. Viagem a Andara (V.F. Cecim)
  27. Crime e Castigo (F.M. Dostoiévski)
  28. Os Irmãos Karamazov (F.M. Dostoiévski)
  29. Humilhados e Ofendidos (F.M. Dostoiévski)
  30. Divina Comédia (D. Alighieri)
  31. A Ratazana (Günter Grass)
  32. Dentro da noite veloz (Ferreira Gullar)
  33. A morte em pleno verão (Y. Mishima)
  34. A interpretação dos sonhos (S. Freud)
  35. O jogo da amarelinha / Rayuela (Julio Cortázar)
  36. Cem anos de solidão (G.G. Márquez)
  37. Zorba, o grego (N. Kazantzakis)
  38. Homens e Ratos (J. Steinbeck)
  39. Rei Lear (W. Shakespeare)
  40. Fausto (J.W. von Goethe)
  41. O pão nu (Mohamed Choukri)
  42. Poemas (N. Hikmet)
  43. Viagem ao Brasil – 3 vol. (von Martius, von Spix)
  44. Livro de Pré-Coisas (M. de Barros)
  45. Ana Karenina (Leão Tolstoi)
  46. Assim falou Zaratustra (F. W. Nietzsche)
  47. A função social da guerra na sociedade Tupinambá (F. Fernandes)
  48. O Povo Brasileiro (Darcy Ribeiro)
  49. Perto do coração selvagem (C. Lispector)
  50. A Paixão segundo G. H. (C. Lispector)
  51. Lampadário (Denise Emmer)
  52. Sumaimana (R.C. Colônia)
  53. Amavisse (H. Hilst)
  54. O Farol (V. Woolf)
  55. Poemas (W. Szymborska)
  56. Esboços e Reveses: O Silêncio (D.M. Cunha)

NOTA: Cada um destes livros relacionados aí acima me ajudaram e ajudam, cada qual com seu cabedal, no cotidiano – além de outros. (DMC)

@.2

Há dias em que eu fico pensando na vida / e sinceramente não vejo saída – diz a canção da dupla Vinícius e Toquinho, e parece que não há como imaginar alguém que não pare, pelo cansaço com isso ou com aquilo, e se veja às voltas com um ‘balanço’ pessoal: estigmas, laços afetivos, viagens feitas e nunca feitas, a dor na coluna, a cobrança indevida (uma dor de cabeça monumental), um par de sapatos, 2ª via dos documentos perdidos, visitas não feitas, ah… um trago vai bem: café, vodka com água de coco, ou um pé de vinténs plantado no quintal, nada mau, nada mal. Um morto, teimoso que só, levantou-se na minha frente, na de todos, pura catalepsia (raríssima). Então, imagine o horror de ver um morto, vivo, indagando sem parar: Onde estou ? o que houve ? por que correm e gritam e berram e choram ?

modos

RELÓGIO-CARANGUEJO NO MUNDO NO PAÍS CARANGUEJO. Bar do VALTINHO – MEDINA, MG

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Às vezes, quase sempre, a humanidade mostra quem ela é de fato, o que ou o quanto ela quer e/ou pode, até porque, como diz o povão, na sua insígne escuridão, querer não é poder, mas ninguém segue este conceito ou preceito, vai mais além, e torna as coisas ainda mais difíceis, um sapo difícil de ser engolido. Só rindo, depois, chorar. Neste satírico relógio aí acima, num bar da cidade onde nasci, Medina, no Vale do rio Jequitinhonha, MG, essa beleza dá um tapa de luva e um chute venenoso na bunda da Showciedade. Só rindo, sem chorar, a não ser chorar de rir, de tamanha cegueira cotidiária (não te lembras do José Saramago, no Ensaio sobre a Cegueira ?), de tantos caranguejos danando-se intra e extramuros, eis que nas ruas, nos lares e escritórios não há lugar em que a santa e pagã estupidez não tenha vez de primazia, ó agonia.

Calma, garota, calma, rapaz, vai dar tudo certo, tudo vai bem, tudo legal, cerveja, samba, e amanhã, seo Zé, se acabarem com o teu carnaval ?, diz a canção Comportamento Geral, do saudoso Gonzaguinha, que morou aqui na Pampulha. Mas, vamos que vamos, Uai, ainda que no rastro ou no dizer da plebe ignara, da súcia mefistofélica, da ralé social, dos párias (uma das castas da Índia, bem rente ao chão). Vâmo qui vâmo, coroados e coroadas, à sempre-viva, sempre rindo, ó vidinha obscura é este enredo pela metade, e quase tudo se torna ou fica no dandismo, feminismo, machismo, e mil outros ismos, e no domingo aquela galinhada e aquela macarronada, segunda-feira é só outro dia – sábias palavras. Bom, vou cuidar da minha horta, porque plantar jardim só nos dá a feroz inveja alheia, o Cão nosso de todo o sempre; então, nada de pôr a barba de molho ou de esquentar sofá, abrindo a geladeira, o mundo é vasto mundo, mesmo ou ainda se mais pegando fogo:

REGIÃO do bairro ESTRELA DALVA, VISTA A PARTIR DO APÊ no bairro BURITIS, BELO HORIZONTE.

Nada como uma noite diferente, a qual talvez seja capaz de nos fazer pensar de um modo diferente a respeito de tantos fatos a dois palmos do nariz, que passam despercebidos. Neste fogaréu aí acima, felizmente, ninguém se feriu. Fiz a foto, e continuei a fazer o que sei: pensar, e então, que a ação sugerida no verbo agir só venha em função disso: pensar. Calma, boa gente, tem coisa boa para essa tua sexta-feira, dia 14:

E MAIS NÃO E DIGA… BENVINDOS, AMIGAS & AMIGOS.

Darlan M Cunha

ELZA SOARES canta COMPORTAMENTO GERAL (GONZAGUINHA): https://www.youtube.com/watch?v=Ttn6V_r3D9Y