muscular

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@1.

Manhã de domingo encontrei-o assim mesmo: pensando na vida, sossegado, dei um tempo na corrida e fiz a foto, rápido, porque fotos assim têm que ser feitas num átimo, porque esse tipo de modelo não espera, não faz pose, continua na dele, indiferente ao “mundo vasto mundo”, como está no poema do Drummond.

@2.

Uma vez no solo, o grão ou semente sabe o que fazer, mas é preciso água sol vento. O ser humano é o mamífero cuja chegada à idade adulta é a mais demorada, a vida lhe é curta, embora já ninguém mais durma, as madrugadas sejam pontilhadas de luzes nas casas e apartamentos.

@3.

Quando dizem que as mulheres grávidas têm desejos estranhos quanto a alimentos, pode-se tentar entender tal dinâmica hormonal, digamos assim, da fisiologia e/ou da psicologia. Bom, do outro lado do balcão, cá estou, em casa, uma hora da madrugada, e uma vontade repentina, que danada, de comer uma boa feijoada. Mamma mia ! Bom… pensando bem, sacrifício exigido, posso pensar num purê de batatas ou de cenouras amarelas, também chamadas de ‘baroas’, até porque o Mundo está cheio de pesadelos, portanto, vamos de leveza.

Darlan M Cunha: foto e texto

POST nº 1006: Ágora: a praça pública onde cidadãos gregos antigos discorriam sobre tudo.

Degraus, assentos: Teatro ao ar livre AROLDO TENUTA, na avenida Prof. MÁRIO WERNECK – bairro BURITIS, BÊAGÁ

LER É VIAJAR

Durante alguns anos li muito os gregos: seu teatro (Ésquilo, Eurípedes), sua poesia (Homero e a poetisa Safo, nascida e vivida na ilha de Lesbos, daí lesbianismo), sua política (Platão), sua filosofia (Sócrates e o satírico insuperável que vivia dentro de um grande barril, com seu amigo cão, o filósofo Diógenes, O Cínico), seus historiadores e viajantes (Heródoto, Tucídides), seus matemáticos (Aristóteles, Pitágoras, Tales de Mileto), seu orador máximo (Demóstenes), sua sátira (Aristófanes escreveu A Assembleia das Mulheres, e Lisístrata: A Greve do Sexo, no qual ele diz que as mulheres atenienses, para forçar os homens a parar com as guerras, fizeram greve geral do sexo; um livro hilário e ao mesmo tempo sério, escrito em 411 a.C.

ÁGORA = PRAÇA

Lembrei-me disso ao rever estas fotos que fiz no bairro Buritis, aqui em BELÔ, e também me lembrei que o brasileiro/a não tem o hábito agradável de frequentar praças – um local, em geral, dominado por drogados, pixadores, por brigões entre turmas, local tornado dormitório, sanitário, vizinho e vizinha despejando lixo na praça onde um dia houve grama, e por aí vai a inconsciência, o nivel absurdo de egoismo do brasileiro em geral no que diz respeito ao assim chamado bem comum.

Teatro de Arena AROLDO TENUTA – Bairro BURITIS, BELO HORIZONTE / BÊAGÁ, BELÔ

Darlan M Cunha

Faça-me uma visita aqui: POEM HUNTER: https://www.poemhunter.com/poem/natural-fever/

manhã

Seis da manhã
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Não começar o dia com um grito rumo ao qual alguém seja arrastado, e a ele se afeiçoe e torne feio e pobre o dia, até porque todos já estão fartos dos próprios gritos e dos gritos alheios, pois o mundo tornou-se sinônimo dos verbos berrar latir gemer gritar mugir chorar grunhir, enfim, andar no impossível. Mas resta o riso, e se o perdermos, tudo estará definitivamente no abismo, sem retorno possível. Lembro-me do poeta romano Horácio (65-8 a.C), com o seu famoso poema: Carpe diem // Aproveita o dia.

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O GRITO. EDVARD MUNCH (Noruega, 1863-1944)

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Fotos e texto: Google (O Grito). Darlan M Cunha (manhã)