doce de requeijão & outras frequências

É um doce inigualável, poucos conhecem o que ele faz com os labirintos das sinapses cerebrais, com o palato, a língua, o estômago e por fim com o humor das vítimas…

@1.

Um bom requeijão é difícil de ser encontrado, mas ainda há, e isso é fundamental, e então nada de requeijão esfarinhento, ressecado, este é um ponto base. Algo do peso: um quilo. Então, ralar o requeijão num ralo fino, misturando com duas colheres de farinha de trigo (sem miséria nas colheradas, ora) e um ovo (clara e gema), ir amassando como se fosse massa de biscoito, para dar certa liga, sem untar as mãos (que o óleo é do próprio requeijão). Faça as bolinhas, e numa panela forte e larga, vá preparando a calda de açúcar com cravos e, caso queiras, um pedaço de pau de canela, e a partir daí colocar cuidadosamente as bolinhas na calda bem quente. Quando no ponto, deixe-a esfriar, pode-se inclusive colocar na geladeira. Este é um doce que é ou era comum no norte de Minas Gerais – Vale do Jequitinhonha. Este foi preparado aqui em casa, em BH. Criminosamente delicioso, muito cuidado com a dependência, quem avisa amigo é. Minhas avós, já falecidas, e minha mãe, toda serelepe aos quase 89, e eu, um aprendiz relapso, garantimos a tua escravidão a esse doce.

@2.

O presidente da República está brincando com fogo, ele, que serviu no Exército, entende de outro tipo de fogo, se é que. Seu fim político não será nada bom para ele, o Brasil não sentirá nenhuma falta de tanto despreparo, de tanto analfabetismo social, analfabetismo no que tange a se ter uma visão sociológica abrangente (sim, de fato, é para poucos). O país, em que pese ter muita gente desleixada, não sentirá falta nenhuma.

As notícias: como decifrá-las, traduzi-las, tê-las na conta das próprias mãos ? “É pau, é pedra…” diz a canção Águas de Março.

@3.

UM CONCEITO DO GRANDE BRASILEIRO QUE FOI O ENGENHEIRO E PRESIDENTE DO GRUPO VOTORANTIM, O Dr. ANTÔNIO ERMÍRIO DE MORAES, (1928-2014), DE UMA HONRADEZ À TODA PROVA: “Teoria não é a solução para os problemas sociais do Brasil. O que se precisa fazer é arregaçar as mangas, melhorar a administração das verbas e aplicá-las diretamente onde a questão é urgente.” (Antônio Ermírio de Moraes (1928-2014), engenheiro, filho do também engenheiro e fundador da VOTORANTIM, José Ermírio de Moraes. Antônio Ermírio o sucedeu na direção da Empresa).

@4.

Passagem comprada, resta esperar a madrugada, sem se desesperar dentro dela (são 03:22h), indo à casa sem número, nua de tiques e taques. Isso aqui é muito triste, ficou assim um clima bem macambúzio, ácida a correnteza, nenhum livro na cabeça, nas esquinas das aldeias parece que o que há é a réplica bilimultiplicada da tela O Grito, do norueguês Edvard Munch (1863-1944), quando não a reiterada, sutil e tão profunda solidão nas telas do estadunidense Edward Hopper (1882-1967), bem como no ar de incerteza de Os Ciclistas, do gaúcho Iberê Camargo (1914-1994), e, por fim, a tensão na música Água e Vinho, de Egberto Gismonti e Geraldo Carneiro.

Estrogonofre de frango

@5.

Às vezes, lembro-me dos que se foram, amigos e amigas de fato, e uma lassidão poderosa instala-se por tempo indeterminado, ou mesmo até que eu os expulse a todos e todas, mandando eles e elas às favas, ó, não mais me interrompam o coçar dos dedões dos pés, sim e sim, uma verdadeira amizade – o povão diz isto -, costuma ser mais forte e duradoura do que o famigerado sentimento de amor, sendo que um dos dois, ou ambos, deve(m) carregar o peso e a leveza do tempo de verbo grego (tempo indeterminado), antigas palavras oaristo e aoristo.

@6.

Amanhã, levarei minha Mãe para a segunda dose da anti COVID-19. Desejo que todas as Mães tenham este real conforto, este alívio, essa boa prescrição rumo ao sossego delas e deles que são o Esteio familiar: vovós e vovôs.

bairro Buritis, BELO HORIZONTE, MG

Darlan M Cunha

Março: lei marcial ou [nº 3] . Mars: martial law or

bairro Barreiro de Baixo – BELO HORIZONTE, MG
*
AS ALDEIAS SE RESSENTEM DE QUÊ ?: de LOCKOUT : de LEI MARCIAL ? dos PREÇOS ESTRATOSFÉRICOS ? do ONTEM ? do AMANHÃ ?

No chão o caroço de uma fruta talvez vingue, talvez não, mas o Homem vingou, andou, pelejou, xingou, traiu, suou e estressou-se cada vez mais, cooptou o Bem e o Mal, avaliou perdas e danos, refez cálculos milenares, pobres ou milionários, sua heráldica, suas condecorações, propriedades urbanas e suburbanas e até cósmicas, e o caroço da fruta já começando a afundar-se na terra, o Homem afundado em si mesmo, seu teor alcoólico, o nefasto teor religioso, a libido espargindo sua veemência, querências e querelas, o relógio por patrão, o infarto namorador, hora é ou será, és feliz, mesmo que infeliz, fingir não é fácil, senão, leiamos esse B. Brecht: “Todo dia, para ganhar meu pão, vou para o mercado onde se vendem mentiras.” Já de todo enterrado, o caroço da fruta germina no seu ritmo, seu único adubo é o sol, ah, e o sal, seu instinto de raiz, sua ciência de caules, folhas e frutos, e o Homem tornou-se um rio assoreado pelo próprio afã de tudo a todo custo querer (todos sabem disso, qualquer sábio, todo idiota, todo catatônico sabe), portanto, as aldeias do mundo se ressentem de quê ? A virologia se cumpre, natural, como tal. Lembremo-nos de Vinícius: “A hora do sim é um descuido do não.

Darlan M Cunha

What do the villages resent ?

On the ground is the seed of a fruit that may or may not survive, but the Man avenged, walked, fought, cussed, betrayed, stressed himself more and more, co-opted Good and Evil, assessed losses and damages, re-calculated millennials, poor or millionaires, his heraldry, his decorations, urban and suburban and even cosmic properties, and the fruit stone already starting to sink into the earth, Man sunk into himself, it’s alcoholic contents, it´s nefarious religious content, the libido spreading its vehemence, wants, the clock by boss, the dating infarction, time is or will be, you are happy, even if unhappy, pretending is not easy, otherwise, let’s read this B. Brecht: “Every day, to earn my bread, I go to the market where lies are sold.” Already completely buried, the stone of the fruit germinates at its own pace, its only fertilizer is the sun, ah, and salt, its root instinct, its science of stems, leaves and fruits, and Man has become a river silted up by his own eagerness to want everything at all costs (everyone knows this, every wise man, every idiot, every catatonic knows it), therefore, the villages of the world resent what ? Virology is fulfilled, naturally, as such. Let us remember Vinícius: “The hour of the yes is a carelessness of the no.”

DeepL.com

quatro fotos e algumas palavras

Universidade Católica. PUC-Minas – Barreiro de Baixo, BH

@1.

A velha vitrola tá rolando. Som na caixa, garoto, saudade pouca é bobagem.

Aqui na rua Esquerda esta aldeia é mais tagarela, homens e mulheres no estresse da fala, e se já se disse que muito pouco se sabe de quase nada, insistem. Em Joaíma, norte de Minas, vale do rio Jequitinhonha, morei em duas casas numa rua de nome Direita, até os nove anos, reta, calçamento pé de moleque, íngreme, cujo início é na praça da Matriz, sim, é verdade que há ruas com nomes estranhos e belos, e muitos são tão incógnitos que é preciso muita pergunta para talvez encontrar o significado deles, sua história. Partes da minha história estão numa rua de Medina, onde nasci, da qual não lembro o nome (fiz fotos do que restou da casa), na rua Direita (Joaíma), avenida Governador Valadares (Santa Bárbara), rua Orozimbo Moreira (Contagem), rua Luiz Monteiro (BH), rua Pouso Alegre (BH), também na rua 12 de outubro (Santa Luzia), rua Goiás (BH), rua Eng. Alberto Pontes (BH) e hoje na rua Arthur Lourenço (BH), nesta sequência. Pois é, deixo então aqui umas dicas minhas a quem interessar possa. Como os políticos fizeram de si figuras folclóricas, surreais, mereceram ser nome de ruas, avenidas ou becos sem saída (principalmente estes últimos), vem daí que morei numa avenida com nome de político. Dos 8.570 municípios brasileiros, centenas e centenas deles têm nome de santa e de santo e afins; vem daí que morei numa cidade de nome Santa Bárbara, e noutra com nome de Medina (nome que se dá à parte mais antiga, parte murada das cidades árabes). A cidade de Fez é um exemplo, no Marrocos. Morei em Santa Luzia, santa protetora dos olhos. Como o Brasil tem inúmeras cidades com nomes indígenas, morei numa cidade chamada Joaíma, e como a muito bela e muito jovem e poderosa cidade de Belo Horizonte consagra muitos nomes de Cidades e de Estados como nomes de suas ruas, avenidas e praças, morei numa rua de nome Pouso Alegre, e noutra de nome rua Goiás… e por aí vão as peripécias, e ainda não fiz 21 anos em 2021.

Rua do TIRA-CHAPÉU. Fiz essa foto no centro de SALVADOR, BAHIA – BRASIL

@2. A terça parte da vida dormindo, sonhando ? Aqui não, violão !

Que recordações ainda tem de mim a casa na qual nasci, se é que as teve e as tem ? Quanta canícula e dilúvio despencaram sobre ela nesse tempo de ausência minha, tanto tempo sem ir até onde nasci, depois de muito perambular por aí, ao vento, às vezes, no relento, sem lenço e sem documento, feito dente de leão ao vento ? A casa na qual nasci me sorriu quando a vi, mas a recíproca não foi tão verdadeira, pois como poderia eu sorrir, caros e amadas, ao ver e sentir parte de mim assim ? :

A CASA NA QUAL NASCI >>>>> MEDINA, MINAS GERAIS, BRASIL
MEDINA, MINAS GERAIS – BRASIL

O Povão diz que os caras sem miolo, sem parafuso na cuca, ou com o parafuso do mestre grego Arquimedes, parafuso ao qual chamamos de rosca sem fim, costumam nascer em lugares que nem a Coca-Cola chega até lá, são fora de série, malucos por natureza, gênios por necessidade psíquica tão severa que – pasmem – escapam da sarjeta social geral, e às vezes se tornam Urtigões, hehehe… só rindo.

@3. Das Ínclitas Prerrogativas Parlamentares

Em tempo: sem estragar essa postagem, gostaria de saber se o pobre nobre deusputado já foi solto ? Se sim, tal atitude do Congresso (que agora o pato está com parte dele, com a Câmara dos Deusputados ou Imputados), está mesmo de acordo com a parte sânie da Showciedade Cãonina. Se não, o Congresso livrou a si mesmo de algo que diz respeito a ele mesmo, sim, mas uma conversão cabal de valores é a exigência geral. Uma longa e sinuosa estrada é uma canção dos Beatles: A long and winding road. Essa estrada Brasil está muito atrasada na leitura política. Arrumação é o nome de uma canção do arquiteto, criador de bodes e excepcional músico Elomar Figueira Mello. Bom, voltemos uma vez mais ao campo largo e fértil da Lavoura Arcaica.

Darlan M Cunha

Paulinho Pedra Azul. Ave Cantadeira: https://www.youtube.com/watch?v=7eVp1KtRhkA

bem…

Teimosa flor… saiba você que os brutos também amam.

@1>

Fiz essa foto na Praça da Liberdade, parte central de BH, onde os prédios públicos e o Palácio do Governo de Minas executavam suas funções. Exceto este, todos os outros belos prédios em torno da praça mais famosa da cidade, exceto o do palácio do governo, foram transformados em Casa de Cultura e Museus de tecnologia, de mineralogia, do artesanato de Minas, etc. Um dia todo por lá se pode passar. São 15 locais, 15 centros, dentre eles o Centro Cultural Banco do Brasil, o Memorial Minas Gerais Vale, a Casa Fiat, o Espaço do Conhecimento da Universidade Federal de Minas Gerais, o Arquivo Público, a Biblioteca Estadual Luiz de Bessa (esta, projeto Niemeyer). Não me lembro qual foi o evento, para que colocassem essa pesada beleza lá, entre as duas fileiras de palmeiras imperiais.

@2>

Pernilongos me maltrataram nessa noite, nessa madrugada, até o dia raiar. Foram mil lambadas, uns dois mil palavrões chulos para dicionário nenhum botar defeito e dizer: “estão faltando estes”: @#*&% …. #pqp&{], e por aí vai. Estou um caco, depois de uma luta feroz, roaz, sangrenta, quebra-quebra, um chinelo ficou no lustre, o chulé ajudou-me na matança sagaz, ruidosa como convém a uma guerra bem de verdade, paredes e barba manchada de baba raivosa, taquicardia, suores calientes y escalofríos, em suma, foi uma noitada para botequim de beira de cais nenhum dizer que não houve mortos entre os feridos. Estou aqui, bebendo vodka com água de coco, curando os hematomas, mas feliz, porque os desafetos estão todos eles espalhados pelo chão, asas soltas, suas perninhas fraturadas, um dia que não se esquecerá. Tinham vindo carnavalizar o meu barraco. Vamos então ao dia.

@3>

Configurações que mudam a cor da cara do consumidor: Comprar sabonetes / leite condensado / bisnaga italiana / pão de mel / água sanitária / + café, / 1 lâmpada led / suco concentrado de manga / pescoço de peru / almeirão / espinafre / coentro / manjericão / cará / sabão em pó / amaciante de roupas / vassoura Madame Min / 1 1/2 quilo de carne para o estrogonofe / uma capa para o smartphone da Dona Maria (com borboletas ou com flores, ela disse) / bananas prata e da terra / higiênico papel / papel-toalha / linguiça calabresa / bom ar / polvilhos azedo e doce / um T para tomada (ainda se usa isso ?) / pilhas para o controle remoto TV / caquis / feijão preto / ervilhas cruas, para a sopa ao jeito alemão / ora-pro-nobis / 2 tapetes anti-derrapantes para outro banheiro / caixa de chocolates / água de coco / mel de abelhas / leite de coco / a hidroclotiazida 25mg (P.A. = pressão arterial) para a Mãe / um par de havaianas le-gí-ti-mas…

OBS.: Lembrei-me da música “O PEDIDO”, do músico e arquiteto e criador de bodes, lá da Bahia, ELOMAR FIGUEIRA MELLO: Já que tu vai lá pra feira, meu amigo, traz essas coisinhas para mim.

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Darlan M Cunha

ELOMAR FIGUEIRA MELLO. O Pedido: https://www.youtube.com/watch?v=l4Z_HsbzgJI

Memórias de um viandante

OURO PRETO, MG – BRASIL. Essa foto tem 35 anos, feita por mim e o meu dileto amigo ANDRÉ ROELENS, engenheiro, brasileiro de origem franco-belga, já falecido, no que não achei graça nenhuma, anos depois desta foto e outras. AMIGO com A maiúsculo.

***

UMA ALDEIA

Chegado a uma cidade onde o normal é visível, viu um fio de leveza em cada canto da aldeia, pessoas vistosas, com garbo natural, mas, estranhamente, não há monumento, estátua, enfim, nenhum vestígio de louvor ou de subserviência na aldeia, dando ela a impressão de que os habitantes não se importam com o que houve por lá (no presente do indicativo, porque a aldeia está viva e pujante, nem pequena e nem grande), então, é um ledo engano pensar desta forma acerca de tal lugar no qual o lema ordem e o lema progresso vão de mãos dadas, com os pés num ritmo plausível, e nada de marca-passo no peito ou conversas inúteis, como é a praxe geral. Em cada esquina, um visual diferente, ou quase, placas de ouro de prata e de bronze dando conta de onde se está, mas não se acha absolutamente nenhuma pichação, como se não houvesse tinta por lá, mas é que as leis são severas, são de decapitação pública para cima, de se ser esfolado vivo, de se apertar o pescoço até que o esfíncter exploda, e por aí vai a paga por uma infração. No entanto, para sua surpresa, uma vez no hotel, em nenhuma torneira dourada não havia gota de vida, sinal nenhum. Não existe água naquela cidade, não, e foi então informado disso e daquilo, e entendeu que banhos por lá são à base de finíssima areia naturalmente perfumada, e que o fato de não terem água explica seu desapego absouto a tantas e tantas idiotices – inclusive mausoléus e estátuas, monumentos e museus de quaisquer assuntos, e o viandante tornou-a sua, de imediato.

Darlan M Cunha (leia a postagem anterior: CARTA À MÃE, nº 146)

as cidades, 8 [final]

Bairro Buritis (prédios), BELO HORIZONTE, MG

@1.

De repente, à nossa frente, ou dentro da gente, um beco com saída, logo vem a pergunta: E agora ? Mas, se se estica a vista, a mão em pala na testa, se pode sentir algo da trama urbana, suburbana ou rural, o rescaldo do incêndio diário, um choro de mãe, o pão à mesa, e que aquela viagem saia do papel de ser só vontade ainda não cumprida, ó, o mundo é sopetão, sustos e outros recados; sendo assim, dê uma geral no teu bairro, na tua aldeia; antes, porém, uma geral nas tuas ruas, becos, alamedas e avenidas interiores – as tuas, teu espelho, teu sofá, o fogão sempre solícito, tua cama porventura triste. Quando não estou bem, quero ficar pior ainda, até chegar ao fundo mais fundo do poço, e assim não ter mais para onde ir, senão voltar à superfície, com doloroso esforço.

@2.

A monstrópole tem muita fome e muita sede, vive comendo o sanduíche do barulho, decibéis são festa, pelo que ninguém dorme, todos felizes diante da tela às tantas da madrugada, sim, o dia começa é na madrugada, repito uma vez mais: o dia começa é na madrugada. A suicidade é gulosa, mas também é generosa, cheia de oportunidades às claras; outras, mais ou menos sutis, escondidas, boas oportunidades, escadas para se subir socialmente, e coisas e tais. Encantado, encantada ? Vá.

@3.

Meu amigo Gengis Khan disse, e muito mais fez disparates, maldades sem fim, de forma que onde seu cavalo pisava nunca mais nascia grama; rindo, estuprava, rindo, mandava esfolar ou degolar, sempre risonho este mongol, ridente, o amigo de lá das longínquas estepes, encavalado, comandando um exército de malvados, hehe… Ó vida, Margarida. Khan disse: Eu sou um castigo, um flagelo de Deus. E se você não cometeu grandes pecados, Deus não teria enviado um castigo como eu.

@4.

Decerto que o teu silêncio / diz boas noções / sobre alguma meta / que tenhas em mente. / Decerto que as tuas angústias / forram os teus dias / mas o meu cansaço é outro / meu egoísmo não dá sossego / e, pior, me afasta dos outros.

@5.

Vamos ao que interessa, sem maiores delongas, sem meias palavras, sem papas na língua, vamos ao Absurdo, ao Avesso do Avesso, sem maiores perlongas, noitadas em branco, as impurezas do branco (Drummond), ir é o melhor supositório, o melhor escritório é ir, a clínica mais eficiente, o medicamento exato é a atitude ir.

Universidade PUC, Barreiro de Baixo, BELO HORIZONTE – Moro a dois quarteiróes daí, mas noutra rua, sossegada.

Darlan M Cunha: fotos e texto

FERNANDA ABREU canta Samba e Amor (Chico Buarque): https://www.youtube.com/watch?v=bTbN5gKGdV4