Sem névoa nos olhos // No mist in the eyes

sem bolsonaros
Brasil infantil (sem políticos)

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Os imprescindíveis

Há homens que lutam um dia

e são bons, há outros que

lutam um ano e são melhores,

há os que lutam muitos anos e

são muito bons. Mas há os que

lutam toda a vida e estes são

imprescindíveis.

  • BERTOLT BRECHT

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As lutas

E assim de luta em luta a vida entra

e sai de becos e sombras, quase se afoga

no choro, mas ela de novo sorri

como o sol da manhã, porque a vida é

teimosa como uma martelo, é suave

como um bolo caseiro, e imprevisível

feito um vulcão adormecido, um tsunami,

uma mulher com o sono avariado.

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The struggles

And so from struggle to struggle life enters
and out of alleys and shadows, and almost drowns
in tears, but she soon smiles
like the morning sun, because life is stubborn
like a hammer, it’s gentle
like a homemade cake, and unpredictable
like a sleeping volcano, a tsunami, a woman with broken sleep.

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Darlan M Cunha: fotos e poema As lutas

consulta

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Consulta os teus ângulos todos sempre que tu te sintas bem, porque algo pode estar a caminho. Consulta as tuas iras, os teus desafogos nunca despejados, o esporte que não praticas, o curso que não exerces, os olhos sempre aguados num espelho cheio de deformações do teu corpo – ou anamorfoses -, a mente deteriorando-se, e tu deixando para amanhã, pensando-te feliz. Ó, o amanhã não existe. Ainda não.

Check all your angles whenever you feel well, because something may be on the way. Check your anger, your never-discharged outbursts, the sport you don’t practice, the course you don’t take, your eyes always watering in a mirror full of deformations of your body, -or anamorphosis -, your mind deteriorating, and you leaving it for tomorrow, thinking you are happy. Oh, tomorrow doesn’t exist. Not yet.

Überprüfen Sie alle Ihre Winkel, wann immer Sie sich wohl fühlen, denn es könnte etwas im Anmarsch sein. Schauen Sie sich Ihren Ärger an, Ihr Entfesseln des Zorns, den Sport, den Sie nicht ausüben, den Kurs, den Sie nicht belegen, Ihre immer tränenden Augen in einem Spiegel voller Verformungen Ihres Körpers oder Anamorphosen, Ihren Geist, der sich verschlechtert, und Sie lassen es für morgen und denken, Sie seien glücklich. Ein Morgen gibt es nicht. Noch nicht.

Revisa todos tus ángulos siempre que te sientas bien, porque puede haber algo en camino. Mira tu rabia, tu desenfreno, el deporte que no practicas, el curso que no haces, tus ojos siempre llorosos en un espejo lleno de deformaciones de tu cuerpo, o de anamorfosis, tu mente deteriorándose, y tú dejándolo para mañana, pensando que eres feliz. El mañana no existe. Todavía no.

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Darlan M Cunha: foto e texto

Übersetzt mit http://www.DeepL.com/Translator (kostenlose Version)

humano: road / camino

UMA LONGA E SINUOSA ESTRADA DE ENCONTROS & DESENCONTROS: Homo sapiens sapiens // A LONG AND WINDING ROAD OF MEETINGS AND MISSED MEETINGS: Homo sapiens sapiens

Para TODOS E PARA NINGUÉM // FOR EVERYONE AND FOR ONE // FÜR ALLE UND FÜR KEINEN (Zarathustra), FRIEDRICH W. NIETZSCHE

Para SEBASTIAN ITURRALDE: https://relatocorto.com

Para CRISTILEINE LEÃO: https://depressaocompoesia.com

Para HANG FERRERO: https://opontoafinal.wordpress.com

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O filósofo alemão Friedrich W. Nietzsche (1844-1900) dedicou seu grande livro ASSIM FALOU ZARATUSTRA, com estas palavras, as quais, sem mais e sem menos, lembrei-me agora, fim de madrugada: Um livro para todos e para ninguém. Mas não vim tecer comentário sobre este livro “da pesada”. Ontem, no Mercado Central, sempre com boas surpresas, muita luta e também muito riso, ouvimos alguém dizer algo acerca dos milhões de afetados em todo o planeta – mortos e contagiados -, uma frase terrível: Vai ficar difícil: se a negligência mundial continuar, não haverá quem contará os mortos.” E mais não se diga. Abraçamo-nos, e a cerveja ficou esquentando, o café brasileiro ficou esfriando.

The German philosopher Friedrich W. Nietzsche (1844-1900) dedicated his great book AS ZARATUSTRA SPEAKED, with these words, which, without more or less, I remembered now, late in the morning: A book for everyone and for no one. But I did not come to comment on this “heavy” book. Yesterday, in the Central Market, always with good surprises, a lot of struggle and also a lot of laughter, we heard someone say something about the millions of people affected all over the planet – dead and infected – a terrible sentence: “It’s going to get difficult: if the worldwide negligence continues, there will be no one to count the dead.” And say no more. We hugged, and the beer kept getting warm, the Brazilian coffee kept getting cold.

El filósofo alemán Friedrich W. Nietzsche (1844-1900) dedicó su gran libro, COMO HABLÓ ZARATUSTRA, con estas palabras, que, sin más ni más, recordaba ahora, a última hora de la mañana: Un libro para todos y para nadie. Pero no he venido a comentar este libro “pesado”. Ayer, en el Mercado Central, siempre con buenas sorpresas, mucha lucha y también muchas risas, oímos a alguien decir algo sobre los millones de afectados en todo el planeta -muertos e infectados-, una frase terrible: “Se pondrá difícil: si la negligencia mundial continúa, no habrá nadie para contar los muertos“. Y no digas más. Nos abrazamos, y la cerveza se fue calentando, el café brasileño se fue enfriando.

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Darlan M Cunha: foto e texto

(apoio nas traduções de DeepL.com) Alemanha / Deutschland / Germany / Alemania

convívio

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O rio é convívio geral em seu ofício de ser água

comida lavanderia e banheira, reúne em seu entorno

o que há de melhor e de pior da aldeia, já com feitio

de massa falida, pão sem trigo, pouco de terra,

que em si mesmo se aferra, se não há onde mais  estender

o corpo doente, o rio vive de histórias de descobrimento,

batismos, crimes e afogamentos, vive com as ervas humanas

as cobras que nele navegam como quem vai a Roma,

sem ver o papa, e ao mar não chegam.

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Darlan M Cunha: foto e poema

senhas / passwords

pausa

O ASSOMBROSO MUNDO DA MÃE SENHA

Somos filhos da Senha, tudo tem de ser conferido, ou a aba, o segredo não se abrirá, bastando alguns cliques, ou nada feito, teus cabelos ficarão crispados de raiva, tuas unhas apertando a superfície mais próxima, som de fúria, as páginas são rinhas trocando de senhas, mas o dique vaza, para o desespero sentado numa cozinha pequena, tudo em silêncio, menos o vizinho barulhento, isso vai mal, creia, senhas são seguranças vestidas com tecidos transparentes, são necessárias, mas ainda servem pouco sob o ataque de uma curra informática, sim, tu és filha da Mãe Senha, todos são filhos dessa mesma mãe, portanto, todos têm N irmãos e irmãs avaliadas e avariadas. Não há saída. No way.

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THE AMAZING WORLD OF THE MOTHER PASSWORD

We are children of the Password, everything must be checked, or the flap, the secret will not open, just a few clicks, or nothing done, your hair will be crisp with rage, your nails clenching the nearest surface, sound of fury, the pages are puzzles changing passwords, but the dam leaks, to your despair sitting in a small kitchen, all silent but the noisy neighbor, this is going badly, believe me, passwords are security guards dressed in transparent fabrics, they are necessary, but still serve little purpose under the onslaught of a computer curse, yes, you are the daughter of Mother Password, everyone is a child of that same mother, so everyone has N brothers and sisters assessed and broken down. There is no way out. No way.

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Amadas e Caros, vamos à macarronada do sábado, que a feijoada fique para o domingo:

SÁBADO: MACARRONADA — DOMINGO: FEIJOADA
  • Darlan M Cunha

pó / dust

Belvedere – BELO HORIZONTE

SEM NENHUM AMÉM, NENHUMA CONTEMPLAÇÃO

E o Homem criou a Sombra que cobriu tudo, e se descobriu Senhor de Anéis sem valor prático algum, e se tornou blasfemo, bunda e peitos de fora, a cabeça tão vazia quanto uma cabaça rolando num areal, nalgum ermo do mundo, sim, è vero, o Homem inventou a Sombra, e o planeta ficou de joelhos ainda mais quando Ele deu de inventar a maior das Sombras: a Religião, ou seja, Catarse de nada ou de décima categoria abaixo do Nada, assim é o Sapiens, uma coisica hoje ajoelhada, submissa diante do Supremo Senhor da Vida e de sua Antítese – Corona.

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WITH NO AMEN, NO CONTEMPLATION

And Man created the Shadow that covered everything, and discovered himself to be Lord of the Rings without any practical value, and became a blasphemer, butt and breasts hanging out, his head as empty as a gourd rolling on a sandy beach somewhere in the middle of the world, yes, it is true, Man invented the Shadow, and the planet was even more on its knees when he invented the greatest Shadow of all: Religion, that is, Catharsis of nothing or tenth category below Nothingness, so is Sapiens, a thing today kneeling, submissive before the Supreme Lord of Life and his Antithesis – Corona.

Darlan M Cunha