Ó, mamma mia!

roscas feitas em casa // home made
sorria ou chore // smile or cry

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E PORQUE HOJE É DOMINGO

E porque hoje é domingo, muitas pessoas ficarão em casa, afáveis, cansadas de mil correrias, eis os chinelos, a bermuda e a camiseta, mas onde estão os sorrisos e as piadas ? Nada de cílios postiços, nem de relógio, e muito menos de internet – basta de inutilidades ! isso porque hoje é o dia depois do dia de sábado, e quem vive sozinho, sozinha não fique. E porque é domingo, uma esticadinha na praça aqui perto, bom exemplo. Sol é bom, e as lagartixas gostam. De volta, um tropeção, e um pequeno palavrão, para desafogar. Lavar a roupa e ajeitar os móveis. Música com poucos decibéis, música é para se ouvir e viajar dentro dela, não seja arma para irritar a vizinhança, ora. E porque é domingo – feijão, arroz, salada e macarronada, ou seja, o que houver para comer. Certo ? Felizes iguais às borboletas, os sapos, as rãs, os bichos-preguiça, as bibas dependuradas no teto, de cabeça para baixo, nós todos felizes, iguais aos cofres do governo, cheios do suor do Povão. Mas está tudo bem, porque hoje é domingo, hoje é domingo.

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AND BECAUSE TODAY IS SUNDAY

And because today is Sunday, many people will stay at home, affables, tired of running, here are the slippers, the shorts and the T-shirt, but where are the smiles and the jokes ? No false eyelashes, no watch, and even less internet – enough with the uselessness! because today is the day after Saturday. and those who live alone, don’t be alone, and because it is Sunday, a little stretch in the square nearby, a good example. Sun is good, and lizards like it. On the way back, a stumble, and a little swearing, to relieve the pressure. Doing the laundry and tidying up the furniture. Music with low decibels, music is for listening to and traveling in, not for annoying the neighborhood. And because it is Sunday – beans, rice, salad and noodles, whatever you have to eat. Right ? Happy as butterflies, the frogs, the toads, the sloths, the bibies hanging from the ceiling, upside down, we are all happy, just like the government coffers, filled with the sweat of the People. But that’s okay, because today is Sunday,today is Sunday.

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Darlan M Cunha: foto e texto

senhas / passwords

pausa

O ASSOMBROSO MUNDO DA MÃE SENHA

Somos filhos da Senha, tudo tem de ser conferido, ou a aba, o segredo não se abrirá, bastando alguns cliques, ou nada feito, teus cabelos ficarão crispados de raiva, tuas unhas apertando a superfície mais próxima, som de fúria, as páginas são rinhas trocando de senhas, mas o dique vaza, para o desespero sentado numa cozinha pequena, tudo em silêncio, menos o vizinho barulhento, isso vai mal, creia, senhas são seguranças vestidas com tecidos transparentes, são necessárias, mas ainda servem pouco sob o ataque de uma curra informática, sim, tu és filha da Mãe Senha, todos são filhos dessa mesma mãe, portanto, todos têm N irmãos e irmãs avaliadas e avariadas. Não há saída. No way.

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THE AMAZING WORLD OF THE MOTHER PASSWORD

We are children of the Password, everything must be checked, or the flap, the secret will not open, just a few clicks, or nothing done, your hair will be crisp with rage, your nails clenching the nearest surface, sound of fury, the pages are puzzles changing passwords, but the dam leaks, to your despair sitting in a small kitchen, all silent but the noisy neighbor, this is going badly, believe me, passwords are security guards dressed in transparent fabrics, they are necessary, but still serve little purpose under the onslaught of a computer curse, yes, you are the daughter of Mother Password, everyone is a child of that same mother, so everyone has N brothers and sisters assessed and broken down. There is no way out. No way.

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Amadas e Caros, vamos à macarronada do sábado, que a feijoada fique para o domingo:

SÁBADO: MACARRONADA — DOMINGO: FEIJOADA
  • Darlan M Cunha

Sal rosa do Himalaia

HIMALAYAN PINK SALT // SAL ROSA DO HIMALAIA [cristais]
[clique na foto, depois, lá dentro, clique em comentário, comente ou leia o poema]

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A cor é natural, o sabor é mais suave // Natural color, softer flavor

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1.

É voz corrente que uma pessoa pode ser [a]traída pelo paladar, o qual reage de modo diferente ao doce e ao amargo, à acidez e ao alcalino, e assim por diante. Ganhei dois vidros contendo sal rosa do Himalaia, legítimo. Ao abrir a mão e provar um pouco, senti que é suave, difere do sal comum, e sua cor é natural, do jeito que foi extraído da rocha-mãe.

2.

Fazer das flores coração, só se deixar levar por correnteza azulcrivada, ou redemoinho refletindo o azul  //  Gato no telhado e cachorro no sofá, e vice versa  //  Não colocar o boné onde não o possa mais apanhar  //  Ir a pé à casa da vovó, para chegar lá só cansaço, com muita fome, prontinho ou prontinha para os petiscos de outro mundo  //  Lição de coisas também é ser um espantalho na horta, uma trapezista, uma apicultora…

3.

Vou para a Pérsia, lá serei refém de Xerazade, ouvir histórias 25 horas por dia, depois, gastar o tempo noutros passatempos. Vou para a Pérsia milenar, de mãos nuas, mas cheio de entusiasmo.

DARLAN M CUNHA

NÃO CORRA RISCOS

Não correr riscos significa ir devagar ao se preparar pirão, porque fogo brando é o indicado: o caldo vai se tornando massa, encorpando-se ao engalfinhar-se com o fogo na frigideira, panela ou tacho. Não corra o risco de ficar alegre, pra nunca chorar, diz a canção. Portanto, mexa de leve, bicando e debicando, aplicando e reaplicando,  triplicando temperos variados, varie bastante, seja inteligente, cuidado com fogo em excesso, nada de malabarismos, senão a massa pode sair do ponto, e aí não haverá conserto para o pretendido fogo na lata, ora, pirão é saudável, dá uma suadeira danada, abrindo poros e ventas, lubrifica o coração de quem o experimenta com sabedoria. Temperos diversos com ecos apimentados e olorosos são exigidos para a boa feitura dessa loucura psíquico-gastronômica e também somática. Não corra desnecessários riscos em busca do pirão, do caldo ou da calda perfeita. Nem do purê perfeito, bem úmido e cheiroso e revigorante. Devagar nos condimentos.

DARLAN M CUNHA

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What the World Eats, part I

IWhat the World Eats - part I - Photo Essays

ISENÇÃO PARA O USO TERAPÊUTICO DE UMA SUBSTÂNCIA

 

I would like to hear from you, dear friend. What the world eats, what the thought hide, what the words eats, what the worms are drinking around the world.

 

É assunto de estudo para a Sociologia, Medicina, Economia, Planejamento, Agricultura e Saúde Pública (comportamentos alimentares, hábitos de fundo religioso que privilegiam certos alimentos, que proíbem outros), da Indústria Alimentícia, do Comércio Exterior…

 

Note as disparidades, observe como é total a presença do plástico (derivado petrolífero) e soberanas a banana, o tomate, a batata e o cacau e seus derivados (quatro alimentos originários das Américas do Sul e Central), atente às despesas semanais de cada família, em cada país pesquisado.

 

Encontrei, li, vi, reli e repasso porque é, de fato, assunto para se adentrar nele.

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VEJAM TODAS AS 15 IMAGENS da PARTE nº I AQUI:
http://www.time.com/time/photogallery/0,29307,1626519,00.html

VEJAM TODAS AS 15 IMAGENS da PARTE nº II AQUI:
http://www.time.com/time/photogallery/0,29307,1645016,00.html