arco-íris / rainbow

esmero caseiro

Dizem que na época de frio as pessoas se tornam um pouco benevolentes, só um pouco, pois isso, parece, não faz parte de sua índole, do seu psiquismo, sua retórica, sua moralidade – o Homem é solitário por natureza, e bruto. Mas há exceções, há momentos outros. Hoje vai ter sopa ? de que: macarrão com carne moída, com chuchu, batatas, salsa, coentro, manjericão, ovos cozidos, cebolinha verde, alho, cebola, fios de azeite, belas folhas de repolho (rasgadas com as mãos), toda esta sopa acompanhada de pão ? Mal se pode esperar, aguente firme, vá ralar, à noite terás a recompensa.

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They say that in the cold season people become a little benevolent, just a little, because that, it seems, is not part of their nature, their psyche, their rhetoric, their morality – Man is solitary by nature, and brutish. But there are exceptions, there are other moments. Today there will be soup ? of what: noodles with ground beef, with chayote, potatoes, parsley, coriander, basil, hard boiled eggs, green onion, garlic, onion, strings of olive oil, beautiful cabbage leaves (torn with the hands), all this soup accompanied by bread ? You can’t wait, hang in there, go grate, in the evening you will have your reward.

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  • Darlan M Cunha: foto e texto

Não é tempo de rir // our pandemic diary, 1

Nasci nesta casa, em Medina, MG, Brasil. Coloquei esta foto, umas das primeiras a surgir na tela, hoje, diante de tantas que fiz, amador, com câmera simples, mas o que importa é ter a percepção rápida, a intuição, como que para ilustrar aquilo que já faz um ano colocou todo o planeta de joelhos, e foi por isso que postei essa foto: para ilustrar a deterioração da sociedade mundial, sim, como um todo que se achava para além do bem e do mal (aproveitando aqui o título de Friedrich Nietzsche), este mesmo planeta que se achava feliz numa falsa felicidade, e eu digo que, uma vez passada esta destruição, não se achem nova Fênix, ou seja, rebrotados das cinzas da lenda grega – tolices – embora eu saiba de antemão que cada sociedade continuará com suas infâmias, feita novamente de Falsos Felizes. Ó Pestes Bubônicas da Idade Média. Revisited.

Sei o que falo. Há muito tempo, li algo assim uma epígrafe num livro de Medicina, estadunidense, se não me falha a memória, embora que, segundo Einstein, o tempo é relativo, depende de quem está lá, e de quem está cá, vivendo o mesmo episódio: uma viagem, etc. Pois é, eis a frase ou conceito de teor profundo da epígrafe que li há muito tempo: “Sou grato à dor, porque é ela que me diz que algo vai mal.

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I was born in this house, in Medina, MG, Brazil. I put this photo, one of the first to appear on the screen, today, before so many that I did, amateur, with a simple camera, please? but what counts is quick perception, intuition, as if to illustrate what a year ago brought the whole planet to its knees, and that is why I posted this photo: to illustrate the deterioration of world society, yes, as a whole that thought itself beyond good and evil (taking advantage here of Friedrich Nietzsche’s title), this same planet that thought itself happy in a false happiness, and I say that once this destruction has passed, do not think yourselves new Phoenix, that is, reborn from the ashes, as in the Greek legend – nonsense – although I know in advance that each society will continue with its infamies, again False Happy. O Bubonic Pests of the Middle Ages. Revisited.

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Darlan M Cunha