flanar

FOOTSITE
*

Meu nome é Plataforma, ajo dentro da lei dos negócios ditados por mim, pela minha visão do horizonte daqui a uma hora, a pressa é necessária neste Grande Emaranhado, diferente, por exemplo, da obra do pintor Edward Hopper em sua serenidade também ela algo defensiva, quase doentia.

Eu me chamo Site, e advogo, para mim e os meus, mais trevos ou apêndices ou coletores de dados ou rastreadores, a fatia que me cabe e a que não me quer no Grande Engodo, e por isso mantenho à mesa este escancarado radical, mas objetivo: Dai a César o que é das cesarianas.

Fui inventado com o nome Blog, devo ser os calcanhares da pressa sobre os incapazes de escolher até mesmo batatas no mercado, e instigo as vítimas a continuar no funil eletrônico, no bueiro, não raro, pedindo a própria senha emprestada ao ladrão, trocando seus dividendos sadios por dados podres na dança de mensagens e comentários – a balança dos aprendizes.

Meu nome já foi infinito, hoje, dentro e além-lá das entradas sem saída da www, ele ri do medo / fear / miedo / ängstlicht / сtрах / paura/ 恐懼的… enfim, ri do Corpo de Baile Geral.

***

Foto e texto: Darlan M Cunha

Textos duros, com café – 2

Ópera dos Mortos (Autran Dourado). POPOL VUH, Livro da Criação do Mundo (MAIAS)
*****
***
*

PEDAGOGIA DO OPRIMIDO –PAULO FREIRE (Educador, BRASIL)

Quem, melhor que os oprimidos, se encontrará preparado para entender o significado terrível de uma sociedade opressora ? Quem sentirá, melhor que eles, os efeitos da opressão ? Quem, mais que eles, para ir compreendendo a necessidade da libertação ?

OBS: Este é o único livro escrito por brasileiro que consta dos cem livros mais procurados em todo o mundo para consultas especializadas, teses universitárias, documentários, etc).

*****

O PÁSSARO PINTADO – JERZY KOSINSKI – (Polônia / EUA)

Nas semanas que se seguiram, até terminarmos a estação dos cogumelos, caminhávamos com frequência ao longo da via férrea. Ocasionalmente, passávamos junto a pequenos montes oblongos de cinzas negras ou outro osso chamuscado, partido e misturado ao cascalho. Os homens detinham-se então, o cenho franzido. Alguns temiam que mesmo depois de incinerados, os cadáveres daqueles que se haviam lançado para fora dos trens, pudessem contaminar a gente e os animais, e apressavam-se em empurrar terra com o pé para cima das cinzas. Certa vez, fingi que me abaixava para apanhar um cogumelo que caíra do meu cesto, e agarrei um punhado dessa poeira humana. Grudava-se nos meus dedos, e cheirava a gasolina. Examinei-a de perto, mas não pude encontrar nela o menor vestígio de um ser humano. E no entanto essa cinza não era igual aquela outra que sobra nos fornos de cozinha, onde são queimados lenha, turfa seca e musgo. Comecei a sentir medo. Esfregando nos dedos o punhado de cinza, tinha a impressão de que o espírito da pessoa queimada pairava sobre mim, espionando-me e recordando-me de tudo o que lhe passara nesta vida.

***

DIVINA COMÉDIA – DANTE ALIGHIERI – (Itália)

Deixai toda esperança, vós que entrais.

Estas palavras em letreiro escuro
escritas vi por cima de uma porta;
e disse: ”Mestre, o seu sentido é duro”.[…]

Suspiros, choros, gritos escutei
ressoando no ar baço de estrelas,
de quanto ao começar também chorei ­
Línguas várias, horríveis falas delas,
e palavras de dor, acentos de ira,
vozes altas e roucas, batedelas
de mãos com mãos, tudo em tumulto gira,
naquela aura sem tempo destingida,
como areal que um turbilhão aspira.
E com a cabeça de erros só cingida,
eu disse: ”Mestre, que ouço? pela dor,
que gente é esta agora assim vencida?”

*****

JOHNNY CASH. FATHER AND SON : https://www.youtube.com/watch?v=x9nRsYVovFg

Imagem INTERNET.

História do Tempo, o Tempo antes da História, de ter Memória, de nos condenar a todos. Aoristo.

alho, ajo, garlic (duas postagens)
***

CASA – 8

*

Os cabelos estão cor de cinza. O que isto significa ? É preciso saber o que nos afeta de um lado e dos outros lados, no fundo e na superfície, ó, se durante toda a vida se tem de escalar ângulos negativos , é preciso saber o que acinzenta os cabelos: Algo a ver com as várias poeiras das monstrópoles ? Algum creme falsificado ? Tensões em excesso ? A família em coma ? O que mais importa: o ramo familiar ou as dívidas que à porta batem ?

***

Ao longe, o mar (MADREDEUS)
***

CASA – 7

*

Conversando com gente amiga, veio o tema O futuro da moradia no planeta em geral, e ninguém estranhou que ficasse assente que com o esgotamento da área terrena, será natural nos voltarmos para o mar, e todos os nossos trinetos e trinetas irão morar no mar, sendo que na Holanda, por extrema necessidade, muitas famílias têm casas no mar – se não o matarmos de vez, 71% é água. Na Amazônia, milhares de casas têm pernas compridas para se livrarem das cheias, vivendo sobre palafitas.

Pense numa casa sobre a água, vantagens e desvantagens, mas viemos de lá, e as gerações futuras se adaptarão a este volume. Estamos construindo o perigo, o irreversível, e em breve já não será possível fingir que se ignora o que está por vir. É possível que frases assim se tornem comuns: Vejo-te logo mais na correnteza #DX67, na flutuante (casa) do Uç.

Nenhum nome terá mais de cinco letras três números um símbolo. Lembra que a Internet // WEB é um amontoado de 1 e 0, 0 e 1, 0 e 0, 1 e 1. Nonilhões, ene 1 e 0. Eu disse nome, não senha. O automóvel e os celulares estão todos condenados ao cemitério.

Em breve, o hábito de nomear e enviar vítimas sorridentes para registros em cartórios e igrejas será extinto (embora as igrejas precisem faturar, já nos batismos). Casamentos serão crime severo, al paredón. Nomes próprios, ou patronímicos materno e paterno sumirão, serão lenda, piada, e também a casa, tal como a conhecemos hoje em sua velha organização: sua etiqueta, sua hierarquia, tudo ficará no pretérito perfeito. Aoristo.

Resta aproveitar o dia, a casa, o que há por trás das cascas. O mar espera.

Foto e texto: Darlan M Cunha

MADREDEUS. Ao longe o mar. : https://www.youtube.com/watch?v=sCQpycvSF24

Cidades ou lugares – aonde ir e talvez ficar até… ?

Plano de voo [imagem Internet]
***

As mãos da infância mal comportam a fome e a sede naturais da idade, não temem nada, a não ser a ausência materna, ainda que só pelo tempo dela ir ao mercado – Mãe, leva eu ! – pedem, exigem, instintivamente percebem que aquela luz é única, vão de olhos fechados, rindo, porque só a felicidade ri, ou seja, o riso é o lugar onde a pedagogia dos oprimidos deve ter sua vez de aprender mais e mais.

***

Durante a minha sempiterna viagem à antiga capital Inca, Cuzco, viagem cheia de bons ventos, de idas e vindas ao Absurdo e à melodia do efêmero, cheia de endosso à melodia daquilo que em nós se torna memória eterna, vi a certeza de que chegaria bem até Machu Picchu, tendo partido de BH, indo a Corumbá, de lá até Quijarro, na Bolivia, finalmente, Machu Picchu – viagem pra macho e pra doido nenhum botarem defeito, belo cansaço, longuíssima estrada de ferro, mas fui e voltei bem no famoso Trem da Morte, que partia de Quijarro. Hoje, tanto tempo depois, cá estou, às quatro e meia de outra madrugada, numa paz que comumente não se tem, lembrando-me daqueles dias e daquelas noites entre pessoas da Noruega, Alemanha, Canadá, Brasil, Peru, Argentina, Chile, França, EUA, Inglaterra, México, lembro-me de duas garotas norueguesas e de outras, holandesas, algumas com o cabelo ao belo estilo maria-chiquinha, muito doidas também devido ao relevo andino, y otras cositas mas. Até hoje não sei como perdi a mochila, depois que voltei para casa, provavelmente na mudança de residência), sinto até mesmo falta física da pequena mochila verde, com uma bandeira brasileira, sempre às costas, que eu mesmo costurei, bandeira que consegui na Rua dos Caetés, em BH, com um dos comerciantes libaneses daquela rua, quem ma deu de presente (sim, ma deu). Tinha algo assim o meu tamanho exato aquela que se tornou parte da minha Estrada, a mochila do tamanho do Mundo. Hoje, há tantas câmeras no caminho, tantas violações ao básico, tamanha é a exploração comercial, agências de viagens sem preparo (não todas, não a maioria), etc, que onde há turistas em massa eu não vou nem se me pagarem régiamente.

***

Infância é viagem. A Psicanálise pode levar-te à infância, mas se isto se dá, em geral há mais nódoas, rugas, nuvens e gotas rubras do que bocas de sorriso. Segundo uma sátira Darlaniana, sem número e sem data, “A cidade só se dá conta da infância quando alguma criança morre. Então, todos choram, logo esquecem.

*****

Texto: Darlan M Cunha

Trem do Pantanal. ALMIR SATER canta e toca (GERALDO ROCA e PAULO SIMÕES, autores): https://www.youtube.com/watch?v=VmOqKLKOASI

é um sapo é uma rã é um resto de mato é o sol da manhã é um belo horizonte… e desolação, Tom.

Estou titubeante, mas acho que estes traços são de Dona ISABEL MENDES DA CUNHA (1924- 2012), ceramista natural do Vale do Jequitinhonha, MG. Prêmio UNESCO DE ARTESANATO, 1º lugar. >>> {Clique na foto]

***

No domingo passado tive dois baques assaz profundos: o amigo canário Milton Sentimento morreu, após quase uma década e meia de bela cantoria. Depois de enterrá-lo no jardim do condomínio, fui logo aos textos, fotos, mensagens, e qual não foi a minha taquicardia ao notar que o PC estava pedindo senha para dar entrada, mas eu e vocês, com mil e uma senhas e códigos, é impossível (para mim, lembrar-me), mas consegui, para logo depois notar que tinha perdido todos os meus livros, um deles a ser publicado ainda no primeiro semestre, e outro para concurso nacional. As fotos desapareceram, mais de 1000, mas depois me lembrei do smartphone, do Drive no PC, estas eu as tenho. Acho que, distraído, embora ligado demais no trabalho, autorizei uma mudança de status, no que diz respeito a voltar no tempo, etc, e já que não usava um pen drive, fiquei órfão, pai órfão. A desolação é total, por anos de trabalho, milhares de livros lidos, viagens, escolas, pessoas maravilhosas e outras nem tanto, nem centavo, mas… em frente, que atrás vem gente. Perdi meus livros escritos em avião, em carroça puxada por burro, em parques, ônibus, em casa, no mercado central, durante algum show, ideias vindas durante alguma palestra, uma discussão, enquanto preparava almoços, ou durante o banho. Meus CAROS e minhas QUERIDAS, cuidem-se, pois, deste tipo de distração, de erro, de dúvidas… que não os/as quero ver desolado/as.

 

DARLAN M CUNHA

NELSON CAVAQUINHO canta e toca O sol nascerá (CARTOLA // ELTON MEDEIROS): https://www.youtube.com/watch?v=rgcTGJQNNe8

OBSERVAÇÃO: A foto desta postagem eu a fiz a partir da capa de CD com trabalho da Déa Trancoso, enviado a mim, já faz tempo, pela minha amiga KEILA TAVARES, mineira residente em Goiás.  o CD é o Tum Tum Tum.

Guerreiros/as 16

 

Feira artesanto - UNI-BH >>>

Feira de artesanato. UNI-BH >>> 07 outubro 2018

 

Para: Cristileine Leão: https://depressaocompoesia.com/

Para: Mariel Fernandes: https://marielblog.wordpress.com

Para TODOS e TODAS.

 

@1

     Hoje cedo, enquanto eu corria, vi meu vizinho Adamastor na janela, sobre o qual falei um pouco aqui mesmo numa postagem bem recente, ele que mora num 36 m², do qual diz seu paraíso, ar doce ar. Perspicaz e afável, sempre em litígio com a Lei, às vezes dúbia, não é de estranhar que tanta gente se bata contra tantos empecilhos,  proibições, avisos sutis ou claramente ameaçadores, apertando-nos feito uma boa constrictor (jiboia) apertando sua vítima, negando-lhe fôlego.

@2   

     Amanhã será Dia da Padroeira do Brasil, mas há engano também nisso, isso porque padroeiras do Brasil são as mães de todos. Ponto final.

@3

     Nunca seguindo o padrão global, minha rede social não tem nada de show de tolices sem fim, ostras podres, olhares cúpidos, passeatas marcadas num clique por caixotes vazios com o nome de cerebelo, pituitária, sinapses, fluxos neuronais e sistema nervoso central, enfim, essa rede tanto é de astronautas quanto de argonautas muito especiais, de forma que o começo do Nada tem algo a ver com ela. Visite, mas não me procure no face ou no twí, tenho mais onde estar.

     Pra mim basta um dia, não mais que um dia, um meio dia* – diz a canção, e por falar sobre meios de comunicação de massa ou, em alemão, massenkommunikationsmittel, minha rede estende-se da entrada sul às entradas norte, leste e oeste desta aldeia onde gente como o nosso raro amigo Alípio I – O Sonso, e Bebel Cornucópia (põe corno e faz cópias), Joana Godívia, Zé Serrote, Lico Boaventura, Cirino Lunático, André de Sapatão Novo, Ariel Estafeta do Prefeito, Arnaldo Peixinho de Padres, Célia Tomba-Homem, Natanael Língua de Trapo, Hervé Mundano, Ana a Sábia, Marli Já Vou, Marta (a epilepsia por companhia, e muito carinho geral), e o Raimundão do Açougue, também chamado de Raimundão Maminha de Vaca ou Raimundão Acém ou a Cem Por Hora, enfim, uma fauna para hospício nenhum botar defeito, dizê-la inacabada. Caraca, minha mãe parece até que já desistiu de mim, com tais companhias, mas são boa gente, são a antítese do que se vê por aí, são mais unidos e unidas do que siameses.

@4

      – Meu amigo, em torno a esta lareira, não diga nenhuma maldade.

Inscrição sobre a lareira da casa de nome Taliesin, do arquiteto de renome mundial, Frank Lloyd Wright, EUA, terminada em 1889. Lá mesmo, enquanto se ausentara, sua segunda mulher e dois filhos foram mortos por um serviçal, que também incendiou tudo.

Fotos da residência TALIESIN: https://www.google.com/search?q=fotos+da+casa+de+Frank+LLoyd+Wright%2C+talietsin&ie=utf-8&oe=utf-8&client=firefox-b-ab

 

*****

Foto e texto: Darlan M Cunha

ficção real

Carne no bafo

CARNE ? O QUE É ISTO: TROCO DE VOTO ? AINDA ?

 

@1

     É direito ou dever, castigo ou regalo ? Pensei assim enquanto segurava a lista imensa de candidatos deixada à porta, à revelia da sorte ou do humor dos moradores, porque se o voto é a gula dos pedintes, a razão de ser rumo a um cargo político, falta a ele o teu sim para legitimar a tomada de posse. Sentei-me, reprimindo tanto o riso quanto as nuvens sobre as táticas que os humanos engendram. O voto tem olhar de súplica, a palidez da obsessão, sorrindo, pede acesso sutil à nossa tendência eleitoral, mas se balançarmos a cabeça no modo clássico de negativa, ele fará um muxoxo, agastado conosco, ó, nem só de votos e ex votos vive o homem. Saí para o dia, já me adiantando à chegada do Dia E, pois no dia das eleições os donos das leis não nos querem ver nos bares e restaurantes, como bons pagãos, eles nos querem em casa, pelo que só nos resta comprar, um dia antes do Dia E, cervejas e outros relaxantes ou desvirtuadores de conduta. Muitos dizem que se o voto fosse facultativo, boa parte do eleitorado não daria as caras, cada pessoa poderia exercer de fato sua vontade, fazendo disso uma obrigação pessoal ou não.

    ” Façam jogo Senhoras, rolem os dados, Senhores, as cartas estão na mesa, voto é penhor e penhora, sejam felizes, sem demora.” [Palavras de crupiê].

@2

     Tenho conhecido pessoas bem mais do que apenas interessantes. como um dos meus vizinhos, que mora entre 36 metros quadrados, aos quais chama de meu paraíso, paraíso que ele pouco desfruta porque vive em débito com os braços severos da Lei. Bom rapaz, precário no respeito à lei, está radiante. Ontem, ele veio aqui, bebemos, comemos, rimos, ficamos fulos com muitas coisas, inclusive por termos ido votar às oito da matina. Ele disse que desde sexta-feira estava muito feliz, porque ninguém podia ser preso, a não ser em flagrante delito, então ele se aproveitou da bondade da Lei, e visitou o “por trás” de alguns muros, pelo que está de bolso raro, de nado, bolso farto o do vizinho.

@3

     Lula está preso. A mineira Dilma perdeu o Senado, ficando em quarto lugar, Dirceu está estudando no Liceu PF, e há muitos de partidos variados na berlinda, na prisão. Fim da Era PT, no qual nunca votei. Farejo, sou cão e formiga. O faro das formigas por açúcar é insuperável. Viva os formigueiros. Quanto ao formigueiro humano, tenho reservas…

@4

     Ao amor não se dê avaliações, mas vamos a ele de andamento lento, allegro, andante maestoso, que o amor é assim: um dia vem, outro dia não vem – como já havia sugerido um rapaz de Itabira. Mas vamos de staccato, samba e frevo, carneval. Para que o amor passe a limpo as veredas e os rios de nossa atitude anterior à sua chegada, é preciso mudar de alguma forma e em algum nível as atitudes, enfim, adaptar-se ao outro. Fácil, não é ?

@5

     Espantalhos são vestidos com roupas de largas estampas xadrez. O Diabo usa chifres e rabo, tem olhinhos libidinosos, e de vez em quando ele se disfarça de sapo, de espelho, de nota de cem, etc… ad infinitum.

@6

     Vou agora deixar vocês numa companhia tão boa quanto a minha, hehehe, ou seja, deixo vocês com Ítalo Calvino:

Essa longa rua que leva para trás: dura uma eternidade. E aquela longa rua que leva para a frente – é outra eternidade.”

 

***

Foto e texto: Darlan M Cunha

EXTRA: Na quarta-feira passada levei o PC ao técnico, visto que o acesso à Internet tornara-se impossível (víus ?). A conta: R$ 220,00.

GOOGLE 20 YEARS // Dia Mundial do Turismo – World Tourism Day

lygiapape

Teia – LYGIA PAPE (1927-2004, RJ)

 

@1

        Neste dia dedicado à indústria limpa, lembro-me que ela cresce cada vez mais, e que um país como o Brasil tem um fluxo turístico simplesmente irrisório, face ao tamanho, às diversidades geológicas, fusos horários, realidades como a amazônia, o pantanal, a foz do iguaçú, o pampa, a caatinga, enfim, o agreste, além dos famosos e inigualáveis lençóis maranhenses, e ainda a História do nascimento do Brasil na Bahia, e um estado inteiro, poderoso, que é uma mina gigantesca, do tamanho da Espanha ou da França, de nome Minas Gerais. Para se ter turismo, é preciso ter infraestrutura: estradas, hotéis com todas as gradações de estrelas, tecnologia nos lugares mais remotos, gente bilíngue e trilíngue, enfim, uma série de condições. Lembremo-nos que dos dez maiores rios do planeta quatro estão no Brasil. A Espanha tem 12% de sua renda devido ao turismo, embora cada vez com mais problemas, pois uma parte do turismo tornou-se o que o povo espanhol chama de turismo de borrachera, ou seja, vândalos, bêbados e drogados princi-palmente da Inglaterra, França, Holanda, etc, que promovem verdadeiros pandemônios, seminuas, seminus ou nus e nuas pelas praias e ruas, quebra-quebra, deixando parte da população indignada, porque nos meses de verão ninguém dorme em lugar nenhum. É o outro lado das moedas, o lado escuro da rua, the dark side of the streets. Muitos bares, pensões legais e ilegais, trêileres, campings, restaurantes, spas, hotéis, motéis, boates e similares neste redemoinho. As vítimas – os moradores [prefeitura] – infartados, petições enviadas ao “ayuntamento” e à Policia, ao bispo, a deputadas e deputados . Os passadores de ervas, pós, comprimidos e picadas agradecem. É o outro lado que a gente vê todos os dias, com ou sem turistas. Impasse ?

@2.

         Há vinte anos, dois garotos abriram uma caixa mágica, sem fazerem ideia disso. São chamados de Google Guys, LARRY PAGE e SERGEY BRIN.  AQUI, a casa onde o GOOGLE nasceu: https://www.techtudo.com.br/noticias/2018/09/google-faz-20-anos-e-mostra-como-era-a-casa-onde-tudo-comecou.ghtml                                                                                                                                                                Thanks, Guys.

***

Texto: Darlan M Cunha