solitude

EDWARD HOPPER (USA) – Night-shadows, 1921
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A EDUCAÇÃO PELA PEDRADA

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Incógnita durante o voo

uma pedra caiu no quarteirão

vizinho, logo

duas e mais pedras retornaram

reabrindo o vínculo de parábolas,

o círculo de fogo pulverizando tudo

de forma que em breve faltará pedra

e a educação pela pedrada

ficará em maus lençóis, vazios.

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Poema: Darlan M Cunha

Textos rudes: calabouços & confessionários – 5

OPRICHNIKI ou Os Cães de Guarda do Czar IVAN IV, O TERRÍVEL (1530-1584, RÚSSIA). Créditos da imagem by NAZGUL RINGWRAITH.
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O ano de 1570, os habitantes da cidade russa de Novgorod foram acusados de traição para com o czar, supostamente por engendrar motins. Ivan, o Terrível, expediu ordem para que sua cavalaria negra saqueasse a cidade e punisse os envolvidos na trama conspiratória: durante alguns meses, os oprichniki pilharam, torturaram e massacraram a população de Novgorod, quase a exterminando. // Embora o soberano da Rússia acreditasse que os responsáveis pela suposta deslealdade fossem os boiardos (os nobres)* e os membros da igreja local, a perseguição se estendeu à classe média e ao campesinato com igual brutalidade. // Após a devastadora carnificina gerada pela lâmina dos oprichniki, a fome e o frio elevaram o número de vítimas, o qual diverge incrivelmente entre 2.700 e 60 mil mortos. Pesquisadores atuais acreditam em 7.500 mortos. // Resenha sobre OPRICHNIKI, Os Cães de Guarda do Czar IVAN IV, O TERRÍVEL – por EUDES BEZERRA

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A sabedoria com as coisas da vida não consiste, ao que me parece, em saber o que é preciso fazer, mas em saber o que é preciso fazer antes, e o que fazer depois. O tempo e a paciência são dois eternos beligerantes. (LEÃO TOLSTOI – Guerra e Paz – Rússia)

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O LINGUADO, capítulo DO QUE NÃO QUERO ME LEMBRAR — GÜNTHER GRASS, Prêmio NOBEL de Literatura de 1999. Escultor e pintor — 1927/2015, Alemanha)

Da palavra excessiva, da gordura rançosa, do coro sem cabeça: Mestwina. Do caminho para Eisiedeln e da volta: da pedra no punho, no bolso. Daquela sexta-feira, 4 de março, da minha mão na caixa de greve. Das flores de gelo (suas) e da minha respiração. De mim, como corri: fugindo das panelas, sempre história abaixo. Do Dia dos Pais, recentemente, do Dia da Ascensão do Senhor, naturalmente que eu estava presente. Da louça suja em cacos, misturada com cacos, dos suecos em Hela, da lua sobre Zuckau, do sujeito atrás da giesta, do silêncio, do surdo dizer sim. Da gordura e da pedra, da carne e do punho, histórias bobas como esta.

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POSTAGEM: DARLAN M CUNHA

NA TERRA COMO NO CÉU  –  GERAlDO VANDRÉ  (Pb, Brasil): https://www.youtube.com/watch?v=-41iWu0rVDc

trabalhadores, 2

descanso

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No meio de tantos descartes existem possibilidades, vertentes no monturo das palavras resistem à amnésia e afastam o tom melancólico de alguma tolice, as pessoas ficam tensas com derrapagens, esticam bem os olhos que a terra comerá, mas eis a cintilação da salina, e ainda há galos nas madrugadas da cidade grande, burros e mulas ainda puxam carroça no asfalto, atentos aos pneus, ainda há gente olhando para a lua, mais do que para a rua, a cidade cresce, é festa, é cansaço, mas é domingo, dia de macarronada com frango. Assim, burros, mulas, cavalos, homens e mulheres descansam, põem seu cansaço de molho.

Foto e texto: Darlan M Cunha

De frente pro crime. JOÃO BOSCO, ROBERTA SÁ e TRIO MADEIRA BRASIL: https://www.youtube.com/watch?v=clHbMIBm4eQ

regando a planta

Uma longa História

sem palavras // ohne worte // no words / no hay palabras

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     De repente nota-se que só resta uma metade do ano para que cada um/a decida sobre que rumo tomar, porque a primeira se foi, num vu, e quase ninguém viu ou sentiu essa primeira parte desfiar seu novelo de seis faces. Comecemos a segunda metade, sem dormir, pois é assim que o mundo nos quer.

 

Foto: Elviro F. Cunha   >>>>>   Texto: Darlan M Cunha