as cidades, 2

Zé, ameno. Lá atrás, os humanos.
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Galera (arte mural de GUD. Belo Horizone, MG, Brasil)
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@1

Viu o primogênito tornar-se cada vez mais lépido e álacre, para depois desembocar num rio tempestuoso, cujas margens mais lembram uma grinalda marrom, suja, conspurcada, do que um trajeto comum como o de quase todos os desta aldeia. E se mais não foi, se não participou com todos eles e elas, menos se conforta, sabendo de tantas filiações de gosto amaro, que também é amara a aura que vem da pequena aldeia, e os exemplos que vêm da grande aldeia, como um cerco feraz e feroz, sem dar chance a que se saia de tal imbròglio, é algo assim como os cercos em cidades da idade média, e de antes de muito antes, com direito a estancar a água do castelo, botar fogo nas amuradas, de matar todos os homens, grandes, miúdos, de também levar as mulheres. Às vezes, nem isso. Pois é, viu sua prole debandar lentamente, um por um, uma por vez, até sentir, enfim, uma sensação de leveza. Falsa. Morto, meia dúzia de abnegados foi ao alegre gurufim,* mas nenhum sangue seu lá esteve. Nas horas que antecedem os funerais, se pode ouvir muito, um caleidoscópio, assuntos tantos quantas são as bocas ali entretendo-se com espasmos, choros, risos, um trago aqui e outro ali, porque um velório não necessita ser exatamente um defuntório, negação de tudo – mas isso depende exclusivamente do que foi o morto, de seu caráter comunitário ou não, de sua alegria espontânea ou de sua sisudez. Pois é, mesmo mortos, nós atuamos. Lembra, a cada passo, lembra. Bom, o café está chamando.

@2

Com uma caneca de café na mão, sento-me para ver algo da festa anual de San Fermin, na España, a qual consiste em sair correndo por aquelas ruas antigas estreitíssimas, sendo pisoteados e chifrados por touros de centenas de quilos, desabalados, atônitos e furiosos (não havia caminhões, tratores, só as carroças estreitas, além de que essa proximidade das construções ajudava no inverno, as casas geminadas mantendo um pouco de calor, já que qualquer tipo de calefação – madeira – não estava ao alcance da plebe ignara, da súcia mefistofélica, dos ningres-ningres, da escória social, da ralé, dos filhos de deus-o-solitário, da massa azeda, enfim, do povão. Igualzinho ao que ainda é até hoje, e continuará sendo nesse tempo de smartphone, que já está condenado a ser extinto daqui a cinco anos, segundo uma longa reportagem, uma entrevista dada pelo CEO da SAMSUNG, sim, senhorita, senhora, garoto e senhor. Eis aqui de novo a Mãe Pressa e o Tio Lucro. Não, é nada de se ser um retrógrado, isso é fora de questão tal classificação nesta Casa.

@3

Um dia na vida de Ivan Denisovich //  Odin den’ Ivana Denisovicha, é um livro do escritor russo Alexander Solzhenitsin (1908-2008), Prêmio Nobel 1970, publicado em 1962, dando conta do que este trabalhador fictício, que dá o título ao livro, passou no Cazaquistão, junto com milhares e milhares de outros dos vários países então satélites da CCCP/URSS, e de outros e outras na Sibéria, no Cazaquistão, com menos 40 graus quase o ano todo. Somente quando o termômetro marcava -41º, é que os capatazes sádicos suspendiam o trabalho. Ordem de algum burocrata numa enorme, maciça e bela mesa em Moscou, linda Moscou, mas São Petersburgo é mais. Solzhetitsin passou por tal provação. Sair vivo do verdadeiro inferno, após anos, sem ninguém se lembrar de você, é milagre mil vezes mil maior do que tantos milagres bem apregoados por pergaminhos, testamentos e estórias mentirosas de estátuas de santas encontradas à beira de rios mundo afora, encontradas por humildes pescadores, razão pela qual as mãos dos padres ficaram tão felizes ao verem que seu trabalho acertou no alvo, bem na mosca pousada na credulidade de tanta gente, enfim, fizeram valer seu profundo conhecimento de que o povaréu é mesmo crédulo. Pauca sed bonas / Poucas coisas, mas boas – em latim. Estou com raiva, estou esnobando. Mudando de assunto, mesmo sendo o mesmo, certa vez encontrei duas pe(s)cadoras à beira do Rio Santa Bárbara, cidade de nome igual, a 110 km de BH, uma cidade do núcleo das cidades históricas de Minas – o presidente da república Afonso Pena nasceu lá, a Casa está conservada, acho que é Centro Cultural desta cidade na qual morei. Pois é, foi lá que um jovem inocente encontrou duas pe(s)cadoras, e logo foi muito bem agraciado, o altar foi a água. Ó vida finita, cheia de imprevistos, de caminhos e descaminhos, melhores são estes, os imprevistos.

@4

Sento-me com outra caneca de café e uma lasca de requeijão da minha cidade natal – Medina – nordeste de Minas. O dia convoca, mas não quero ser reserva, reservista nem reservado.

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Fotos e texto: Darlan M Cunha

Roberto, Erasmo…
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as cidades, 1

Praça da Liberdade, BELO HORIZONTE, MG
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Arte na Praça (Exp. Temporária)
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A cidade é mesmo alegre de mal conhecer lágrimas. Uma gestante eu encontrei, e logo depois outra em estado interessante passou por mim, mas na direção oposta à minha, na vastidão da praça, vinha uma garota sobre patins, mal pude me esquivar, mas eu ri após o pequeno susto, da breve taquicardia e de alguma ameaça de palavrão. Mas, que nada, sai da minha frente que eu quero passar. A cidade é assim, mas nenhum esforço dela sabe dizer qual será a trilha a ser seguida já no dia seguinte, porque a vida numa sociedade é assim: dá em muito ou dá em nada, senão em quase nada. Bem ou mal, sóbria ou demente, eis a cidade que fizemos, é o que temos. Vamos a ela.

Fotos e texto: Darlan M Cunha

TATYANA RYZHKOVA plays Libertango (ASTOR PIAZZOLLA) by TATYANA’S GUITAR QUARTET: https://www.youtube.com/watch?v=pPu1om4WZsQ

Darlan visita Ai Wei Wei, nº 4

cor corar coral coralina corante quaral quarador

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a criança pensa e ultrapassa horizontes


Destas proposições, alguma há de restar: morrer sem um A ou um Z atrás de si, ou seja, sem herança – mas isto é impossível, porque todos deixamos rastros; ou viver conforme as novas leis, adaptações estas às quais é preciso atentar, ou ser um nerd, ou uma auto exilada social, e sabe-se lá o que mais. As crianças logo percebem o que as rodeia, e até mesmo notam o mais além do seu entorno imediato, mas cuidamos de tirá-las da opinião própria, de lhes dar logo no café da manhã um sim e vários nãos. Beber café, e ir ao que haverá, e também se bebe mágoas com água de coco e pedra de gelo, e se nada nos pode intimidar, isto se deve ao fato de se ter opinião própria (a garotinha na foto está com ela mesma). Feriado, o país está parado; se é dia de muda, vai à luta, ainda que vá pela metade, ou nem isso.

*

O DIA COMEÇA É NA MADRUGADA


Míriam chegou sem alarde, talvez da montanha ou do mar

ou tenha vindo de algum lugar maior do que a imaginação,

silenciosa feito um peixe ou um feixe de sol nas paredes

ela veio e ficou, e nada parece incomodá-la, mas é preciso

estar atento aos traços de uma mulher, espertas por natureza

e por necessidade social, por sua necessidade de defesa

diante da História sempre desfavorável a elas. Mulher é menos ?

Não para essa Míriam, e para muitas outras, e assim ela vai

como um Don Quixote, de calça comprida, de bermuda ou nua

sob sol e chuva (“Com sol e chuva você sonhava” – diz a canção),

sorrindo dentro dos tênis brancos ela vai levando seu Enigma.

*

Fotos e textos: Darlan M Cunha

Música: Tudo o que você podia ser. CLUBE DA ESQUINA (Milton Nascimento canta): https://www.youtube.com/watch?v=GGmGMEVbTAY

Darlan visita Ai Wei Wei

Darlan visita Ai Wei Wei (quebrando uma porcelana da Dinastia Han – 206 a.C.- 220 d. C.)
Clique na foto e leia o poema por trás dela.


Fugindo da fome, do ódio, vão ao mar, rumo à Europa ou… ao fundo.
Montagem com caixotes tipo guarda-roupa: uma ilusão sensacional

No domingo, 14, fui visitar Ai Wei Wei no CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil, no complexo de museus modernos, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte. É uma exposição que dá uma ideia geral da atividade deste artista tão controvertido (a China devolveu-lhe o passaporte em 2015, se bem me lembro, mudou-se para a Alemanha, indo depois meter-se de carne e osso na rota de fuga para tanta gente no cansado mar Mediterrâneo, etc). Muito lúcido, ele diz que os artistas não precisam se tornar mais políticos; os artistas precisam se tornar mais humanos.

Darlan M Cunha

Choro Loco. YAMANDU COSTA: https://www.youtube.com/watch?v=pUgSr2-ifnY

A leveza pede passagem

Enredo de gala


Ao contrário do que se possa fazer crer, não sou caçador de ti e de mim, nem do Nada escondido no Nunca. Pois bem, mudando de catavento, ou de assunto, eu nunca fui convidado a um baile de máscaras. Pensando bem, para quê, se o mundo todo, se a showciedade vive travestida ? O que eu imagino sobre tais festas, sempre apresentadas com ar de muita classe, e nem digo etiqueta, nem é preciso dizer glamour, é que nelas devem acontecer situações como a de perguntas assim: – Bela máscara. Olá, você é a Cláudia ? Não ? Ah, já sei, essa é a voz da Ângela. Engano seu, cavalheiro. Divirta-se. Hahaha… só rindo.

Celso Renato

Enganos acontecem até no escritório. É, em frente, porque talvez um dia eu seja um dos convivas, mas preciso pensar que máscara preparar, que ideias desejo que ela transmita ou não transmita às belas e aos idiotas de plantão. Pois é, por mais alguns dias de sol no quintal eu iria a pé ao interior de Minas, principalmente na região das cidades históricas, onde há muita jabuticaba e muitas igrejas – mas estas últimas eu dispenso.

Darlan M Cunha – UMMA (romance)

Bom, preciso deixar livros de lado, isso não dá bom caminho, enquanto isso, espero com febre o convite às nuvens, aos degraus perigosos, escorregadios são os lábios do perigo. Mas toda hora é hora de permanecer na realidade, e assim o condomínio está pago. Fiz quinze anos há pouco, e nem percebi, nem tive tempo de contar quantos dedos tenho e quantas vontades de fazer algo, conseguir isso e aquilo, e de me aprimorar numa área, em duas ou três, mas sem me esquecer de ir à praça, de vez em quando, de rir e gritar numa cachoeira, de visitar as avós. Espero com febre o baile de máscaras.

Fotos e texto: Darlan M Cunha

Carta à Mãe, nº 110

Mãe – Algum Dom Doce >>> [clique na foto, leia o poema por trás da foto].

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QUERIDA MÃE

dois meses se foram desde a última carta contando-lhe amenidades e até tirando de mim as garras do mundo que crescem feito unhas de tamanduá, agarrando-se na gente feito a cabeleira do bicho-preguiça, na qual crescem fungos e musgo. Eis a sociedade na qual pelejamos, cuja moeda é a pressa e vice-versa, já me lembro do ditado popular dizendo que ser mãe é padecer no paraíso, mas que paraíso ? Ouçamos esta canção que as crianças cantam, sempre trocando o erre pelo ele: Minha mãezinha quelida / mãezinha do colação / ti adolalei toda vida / com muita emoção…

MÃINHA

Fiz exames com uma amiga, que resultou naquilo que eu desconfiava: pela primeira vez o colesterol total vazou as margens de segurança (é certo que ele requer cuidados, mas o coitado virou um alvo fácil, assim como o glúten, quase tudo é culpa do vilão glúten). O índice de gordura no sangue, sempre em torno de 170/180 mg/dL, saltou feito um João do Pulo, indo para os 278 mg/dL, e para completar a anormalidade, num padrão de 30 até 100 ng/dL, a vitamina D está em 8,94 ng/dL, baixíssima, e esta avitaminose pode causar problema, mas não se preocupe, devo agir.

MÃE,

todos notam como os preços dispararam, muitos são irreais, só inventados, cheios de números e gráficos, simpósios, explicações de produtores/as, mil e uma explicações governamentais, e o povão assistindo ao velho filme de terror, a showciedade está cheia de terroristas. Mamma mia! Madre mia! Oh Mom!

Bom, a tal semana santa vem aí (sei o quanto a Senhora é piedosa, e vai me arrancar as orelhas por eu escrever sem nenhuma cerimônia a respeito da maior semana de católicos e judeus, que são o mesmo balaio), mas o preço da despensa vai subir, o tomate ficará na memória do povo, as batatas fugindo da sopa, e a sardinha e a dobradinha sumidas dos barracos, e o que dizer do bacalhau, cujo preço está lá nas nuvens ? Ontem, contei os poucos caraminguás que eu tinha nos bolsos, e encomendei uma posta, para evitar correria de última hora, um homem prevenido vale por si mesmo, não por dois ou três sem juízo. Lembrei-me do Chacrinha: Vocês querem bacalhau ?

MÃINHA

ar bom está soprando aqui, e alguma chuva, o novo livro está indo, mas até hoje não sei como me livrar dessa praga, doença chamada livro, a gente fica meio fora do eixo, já não é de todo humano.

Mudando de assunto, há uma mistura de pasmo e cautela nas ruas, indignação, alívio e tensão pelos fatos políticos, e pelo despreparo quase geral da equipe nova do Governo, além de prisões e solturas, prisões com a pessoa ainda na fase de investigada. Enquanto isso, a Previdência, Mãe, coluna vertebral do sistema, está toda fraturada, vértebras em pó, precisa de milagre, e milagre não existe. Mas vamos ouvir a banda passar e o galo cantar, cientes de que é preciso estar atento e forte.

Dona MARIA, MEU ALGUM DOM DOCE

despeço-me, mas amanhã estarei aí, ciente de que estaremos juntos dia 13 de abril, a família toda, via imagens com a turma nos EUA, isso porque um aniversário nos chama. A Senhora sabe algo a respeito disso ? Mandei fazer belas cantoneiras de vidro para o banheiro – medir, desenhar e instalar, ah, devo comprar-lhe outro jogo de cama, bem florido… hehe.

Beijos e abraços do filho meio desmiolado, mas bom garoto.

DARLAN

magia & realidade

TRÊS TEMPOS DE UM REPASTO. (POR FAVOR, SENTE-SE E SIRVA-SE) >>>>> [clique na foto…] Para CRISTILEINE LEÃO // para TODOS E TODAS

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O QUADRO DE PANO *


Os filhos são adestrados como camaleões, mas não só por isso conta-se aqui uma bela história que eu nunca ouvira, acordado ou em vigília, uma história ou estória passada em lugar e tempo incertos, melhor dizendo, tem origem no Tibete, história ou estória falando dos inumeráveis sacrifícios maternos e de rixas entre jovens irmãos, mas isso é mesmo humano.

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Imagine encontrar numa feira de rua um quadro com uma paisagem

capaz de chamar a atenção dos cegos, desenhada num tecido

de cor indefinida, causando sensações estranhas, mágica peça

chamando e até gritando seu desespero, sim, um quadro intrigante,

feito de pano, com uma paisagem tão clara quanto uma manhã

quase perfeita, não fosse pelo fato de que irmãos se desentendam

pela peça, e de que as mães sofram sem aparentar, em silêncio,

mas é preciso correr atrás do necessário (e até do desnecessário)

e assim é que numa tela comprada numa feira do mundo

pode-se de repente perceber uma cruz, uma pedra ou uma luz

um funil  e um túnel, e também se pode achar algum assombro

numa pintura crivada de azul feito o oceano e o céu de certas bocas,

e assim é que pode acontecer, numa andança sem pé nem cabeça,

ao azar mais completo, de encontrarmos numa feira no Tibete, por

exemplo, uma razão para coabitarmos melhor, embora condenados

a buscar o pão da felicidade recheado com a geleia da insônia

pois se pode achar de tudo na pele e no fundo do mundo, até mesmo

encontrar-se a si mesmo se pode, e se a ave nos vai bicando o fígado

ela logo se cansará de ti, duro na queda que és, subindo montanhas

e descendo da forca no último instante, e a andança continuará

nua e crua, e na bagagem irá um quadro de pano com o contorno

de um rosto entre homem e mulher, mas não o do cristo –

que isso é pouco, e aqui se diga que os viúvos vivem numa janela

sem tempo e sem espaço – ambos abolidos da perspectiva deles -,

e se alguém recita uma dor, outros tentam colorir a rua onde moram

ou tentam dormir onde o sono também foi abolido, e ainda há quem

incuta nos erros um ar de legalidade, há quem chute a pedra no seio

do caminho, enquanto a música, este antigo seixo, abre nossos poros

e quebra nosso desleixo. E se o caldo familiar engrossa, lembra

que roupa suja se lava é na rua, na feira, no pátio dos templos,

roupa suja se lava é ao ar livre, queimando-a numa fogueira

especial, levando com ela o irrisório e o monumental. Jardim, cinzas.*

Comprei numa feira de rua certa felicidade: um quadro de pano. Magia.

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DARLAN M CUNHA

Deolinda

ANDES [pelo vestuário pode-se saber], do site OCULTALIT  <<<>>> [Clique na foto, e leia o texto por trás dela]
POSTAGEM DEDICADA ÀS MILHÕES DE *DEOLINDAS* MUNDO AFORA.


Meu nome é Deolinda, mas pode me chamar de Lindé, porque eu gosto, e eu imagino tanta coisa quando escovo a manhã ou preparo o café, lavando o banheiro ou me vestindo para ir às ruas com mil papéis, avisos e assinaturas, vejo a luta que é subir e descer estrada rumo à cidade, sede daqui, é cansativo ficar sempre atenta, antes que o ônibus arranque e a gente fique no asfalto, com vergonha e tristeza, eu não sei falar palavrões, mas já vi uma senhora xingar mundos e fundos, xingar até a mãe do motorista, pois ela sentiu a morte de perto, bom, mas do outro lado da rua está a sorte na boca da lotérica para onde estou indo fazer uma fezinha, e pagar umas continhas, todos ansiosos, porque todos querem sair da mesmice, da velha cama, do velho sofá e do drama lama psicológico. Eu sou Deolinda, Linda, para as pessoas do dia a dia, também para os desconhecidos, os turistas na nossa aldeia. Faço vestidos de chita e peças de fuxico para enfeitar as almofadas sobre os sofás, alinhavo bem. Gosto de ir nadar no pequeno Rio Gostoso, que passa bem aqui no fundo destes quintais. Meu nome é Deolinda, às vezes, me chamam de Deia. Sou de 22 de setembro, sou virgem.

DARLAN M CUNHA

MERCEDES SOSA canta SI SE CALLA EL CANTOR, com o autor HORACIO GUARANY: https://www.youtube.com/watch?v=xm9sIAW39o0