do lampião ao hoje

NO TEMPO DO LAMPIÃO (2)

Lampião do filósofo grego DIÓGENES – O CÍNICO (412-323 a.C.), que arrematei, e depois, para comemorar, fui colocar querosene na cachola, no famoso BARTOLO.

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     Ninguém sabe como ele chegou até aqui, quem o descobriu, se foi roubado de algum Museu; mas isso não é possível, pois não há registro em nenhum lugar, em nenhum livro científico. O vendedor, analfabeto completo, como, de resto, a enorme maioria da nação, colou no bojo da preciosidade uns decalques para valorizá-la, sem saber o que tinha em mãos, disse ter feito um escambo, uma troca no interior de Minas, lá pelas bandas de Tiradentes, e coisa e tal, e eu acreditei, sem acreditar, porque eu logo detectei a origem exata dessa bela peça que vi com meus Olhos De Cão Azul (Garcia Marques), esta que o filósofo carregou pelas ruas de Atenas, pleno dia, dizendo que estava “à procura de um homem honesto em Atenas“. Atenas, a mãe da democracia.

     Como se vê, parece que não há mães como antigamente ( – Herege, exigimos as tuas desculpas às mães !).

     Como se vê, quanto à honestidade, à proteção do patrimônio público e a muitas outras coisas mais, autoridades de todas as latitudes e longitudes continuam as mesmas (salvo as famosas honrosas exceções).

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foto e texto e risos: Darlan M Cunha

cabelo, barba, bigode, cavanhaque, unhas e… impeachment ? é de se temer ?

salão 4

zona de conforto

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“O sono da Razão produz monstros”.

Francisco GOYA, pintor espanhol, 1746-1828

 

“Onde governa a razão, obedece o apetite”

Provérbio

 

“O coração tem razões que a própria razão desconhece”

Provérbio

 

“A razão é a faculdade superior de conhecimento que se opõe à faculdade empírica, à intuição, ou ainda a faculdade que produz as ideias de Alma, Mundo e Deus”.

Immanuel KANT (?), filósofo alemão,  1727-1804

 

Cofre público é como coração de mãe: tem espaço para todos.

Ditado popular

Este último e outros, aqui: http://www.aponarte.com.br/2009/05/ditados-politicos.html

longe do Congresso – 1

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Sem essa de toma lá, dá cá.

     Estou de mudança, como sublinhei numa postagem, mas ainda não me decidi para onde, para qual longitude e latitude ir: se para outro brejo ao sul, outro pântano a leste, algum mangue ao norte, outra prisão a oeste deste Nada, ou se para uma caverna, um iglu, uma nuvem ou uma toca de raposa, um balaio de gatos, quando não para o Diabo. Minhas pernas saberão dar conta dessa conta, do itinerário, seja qual for. Pensando bem, já que desaprendi de ter dois pesos e duas medidas, para Brasília (Carrapatolândia) não irei.

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foto e texto> Darlan M Cunha

foto feita em Medina (minha cidade natal), MG

Enredo quase plausível

Alameda DARLAN M. CUNHA

O político agraciado

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     Sonhei que estava no inferno, lá no quinto círculo satânico, ou seja, no meu lugar de quase sempre. De repente, o sonho, até então sem maiores consequências, a não ser uma palpitação um pouco mais acelerada, virou pesadelo, pelo fato de que um tipo estranho, sibilino, manhoso, libidinoso (estava no olhar), entrou no sono então já bem agitado, e lançou a proposta pela qual eu deveria candidatar-me a um cargo público, a saber, o de juiz federal, e coisa e tal. Julgar Zés e Joões, Mariatacas e Bundolinas, etc. Acordei em bicas, sob cachoeira, cansado, dormi de novo, estava morto, ou quase, porque só o fato de se ter uma perspectiva de sucesso cansa a gente, e experimentei este outro inferno, já no sexto círculo dantesco (nove círculos tem a Divina Comédia). Estou pensando. Direi.

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Arte e Texto: Darlan M Cunha

Domingo pede cachimbo ?

Pés calejados, Nova Canaã, BA, 1998.

by EVANDRO TEIXEIRA (Brasil)

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     O que mais se pode dizer que representa de modo mais claro o que entendemos como o lado mau do mundo ? Deve-se levar em consideração os altos e baixos passados pelo céu da boca, como os verbos fingir e atingir, o adjetivo feioso, todas as aféreses e as apócopes implícitas no substantivo Tempo, sempre te encurtando, o pântano social analisado sobre a mesa com gráficos não raro indecentes (der Grüne Tisch) ? Quando clicas, és desviado, manejado, inserido sutilmente noutro contexto de compra e venda, sim, quando clicas, és fichado ou fixado e perseguido por uma polícia muito especial – só tua. Compreenda.

     Os pés doem mais do que se pode suportar, é preciso ir, porque ir é o melhor remédio, a (r)evolução depende de outras realidades. Já agora mesmo veio-me o que diz uma música: é um estrepe, é um prego, ou o que diz um poema: que se morre de velhice antes dos trinta, ou o que nos diz a escritora: sem o outro não temos como ser egoístas.

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Texto: Darlan M Cunha

Trechos extraídos de Tom Jobim, João Cabral de Melo Neto, Viviane de Santana Paulo